Sociedade Portuguesa de Física promove discussão sobre energias do presente e do futuro 12 Agosto
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A Sociedade Portuguesa de Física (SPF) vai realizar em Novembro, em Lisboa, uma conferência sobre as várias formas de produção de energia, para uma “discussão integrada”, reunindo especialistas de todas as áreas – revelou hoje o presidente.
“O problema da energia não vai ser resolvido de uma só forma, tem de haver alternativas – nomeadamente às energias fósseis – e todas devem ser discutidas”, defendeu o presidente da SPF, José Dias Urbano, em declarações à agência Lusa.
Intitulada “As energias do presente e do futuro”, a conferência decorre a 21 e 22 de Novembro, presidindo à comissão organizadora o catedrático do Instituto Superior Técnico Carlos Varandas, que representa Portugal no projecto do primeiro reactor experimental termonuclear internacional (ITER).
Especialistas em energia nuclear, eólica, solar e das marés, entre outras formas de produção, participam no evento, que vai culminar na elaboração de um documento sobre esta problemática. “Há uma grande dependência em Portugal das energias fósseis [petróleo]“, observou ainda o catedrático da Universidade de Coimbra (UC), ao frisar também a necessidade de se apostar na poupança.
Por outro lado, na perspectiva do comissário nacional para as celebrações do Ano Internacional da Física, “há muitos mal-entendidos em relação à energia nuclear, porque o mundo ficou muito traumatizado – e com razão – com Hiroshima e Nagasaki”. José Dias Urbano falava à agência Lusa à margem da XX conferência internacional de estudantes de Física (ICPS 2005), que reúne em Coimbra até 18 de Agosto alunos desta ciência oriundos de 39 países.
Ao intervir na sessão de abertura deste evento, que se integra nas celebrações do Ano Internacional da Física, o presidente da SPF realçou o contributo dos físicos para a resolução de “três dos principais problemas” da humanidade: a energia, o ambiente e a saúde. “As sociedades estão a consumir energia a uma taxa mais elevada do que a produzida. No futuro tem de haver novas soluções porque o que está em risco é a nossa civilização tal como a conhecemos”, alertou o físico.
O Reitor da Universidade de Coimbra, Fernando Seabra Santos, e José António Paixão, do Departamento de Física da UC, intervieram também na sessão. Foram ainda oradoras as presidentes da organização da conferência e das associações portuguesa (Physis) e internacional (IAPS) de estudantes de Física, Maria João Benquerença, Idália Torres e Annett Thorgensen, respectivamente.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7237773)


