Robô desenvolvido em Portugal vai ajudar em operações de salvamento 13 Julho
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Um robô, desenvolvido em Portugal que permite detectar a presença de pessoas entre os escombros em caso de terramotos, atentados e desabamentos de edifícios vai estar ao serviço do Sapadores de Bombeiros de Lisboa.
O projecto “RAPOSA” é um robô estudado para operar em ambientes hostis à presença humana, tais como escombros resultantes de um terramoto ou atentado, podendo ser usado por bombeiros ou outras equipas de busca e salvamento para a avaliação do terreno e identificação de sobreviventes.
Trata-se de um produto construído por um consórcio liderado pela empresa IdMind (engenharia de sistemas) com a parceria do Instituto Superior Técnico (que desenvolveu o projecto) e do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa (RSBL), utilizador final do robô já que estará sempre disponível para ser usado pela corporação em cenários de treino ou de desastres reais.
Durante os dois anos de construção do protótipo, o RSBL apoiou a equipa na fase de testes.
O robô, que será apresentado quinta-feira no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, pode enviar informações através dos seus sensores, proporcionando à equipa de salvamento informação relevante sobre o seu meio envolvente, estado do terreno, temperatura, presença de gases nocivos, água ou fontes de calor.
Este autómato tele-operado remotamente é resistente a colisões, robusto à infiltração de poeiras e à prova de água e tem as dimensões idênticas a degraus para que possa subir escadas e o diâmetro dos canos de esgoto.
Pedro Lima, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica do IST e responsável pelo projecto, explicou em declarações à Lusa que geralmente, após terramotos, estas estruturas ficam intactas e podem ser pontos de passagem para várias outras zonas debaixo dos escombros.
O uso deste tipo de equipamento, explicou, permite em certas circunstâncias “segundo os bombeiros que testaram o produto, poupar três horas na procura de pessoas após um terramoto, por exemplo”.
Segundo Pedro Lima, a longo prazo, este tipo de projectos de busca e salvamento baseada em robôs poderão evoluir para a criação de de equipas de robôs heterogéneos (aéreos e terrestres, autónomos e tele-operados) especializados em tarefas particulares.
Podem assim vir a ser concebidos robôs que se deslocam sobre estruturas destruídas, enfiando tubos e/ou pequenos robôs em aberturas, para levar ar, transportar água, comida e medicamentos a pessoas presas debaixo dos escombros, ou aéreos que conseguem uma visão panorâmica da área destruída.
Nesta fase, o robot estará apenas equipado para operações de busca, entendida como a detecção tele-operada de eventuais sobreviventes, utilizando sensores específicos e transmitindo informação ao operador remoto.
A busca e salvamento autónomo é uma área em franco desenvolvimento, especialmente depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro, nos Estados Unidos da América.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7163969)


