Prémio CUF:Administrador defende programas simples de inserção jovens cientistas 21 Junho
Comments Off
O administrador do grupo CUF Clemente Pedro Nunes defendeu hoje a necessidade dos programas simples e rigorosos de inserção de jovens cientistas e técnicos industriais no mercado de trabalho, para aumentar o desenvolvimento tecnológico em Portugal.
Falando em Estarreja na cerimónia de entrega do Prémio CUF, a que concorreram 13 teses de doutoramento nas áreas das engenharias química, biológica e do ambiente, Clemente Pedro Nunes referiu que o grupo CUF tem procurado aproveitar os programas públicos de inserção de mestres e doutores, mas salientou que “alguns desses programas são muito burocratizados”.
“Há projectos que se arrastam por um ano e são precisos programas simples, directos, rigorosos e sem todo um exército de burocracias”, observou.
Adepto assumido do “desenvolvimento tecnológico, porque a tecnologia é uma das armas escondidas que o país possui para ter competitividade industrial”, o administrador da CUF salientou que o prémio atribuído pelo grupo “é um incentivo àqueles que se destacam, para que possam pôr ao serviço das suas capacidades os recursos para concretizar os seus desígnios, relançando a indústria e a economia”.
O Prémio CUF, que já vai na terceira edição, teve em apreciação, segundo critérios científicos, tecnológicos e industriais, 13 teses de doutoramento nas áreas da engenharia química, biológica e ambiental com aplicação directa e potencial na indústria.
Este ano, o prémio foi atribuído a Ana Cecília Afonso Roque, com um trabalho de biotecnologia aplicada sobre compostos para purificar anticorpos, usados na detecção de doenças como o cancro e a sida e em técnicas de medicina nuclear.
O júri atribuiu ainda duas menções honrosas, sendo uma a Ricardo Ramos Pinto, com uma tese sobre “modelação da velocidade das reacções de cracking catalítico”, que se reporta ao processo em que uma molécula é partida em duas mais pequenas acelerado por uma outra substância, o catalisador, e que é relevante na indústria petrolífera, designadamente para a produção de combustíveis a partir das fracções mais pesadas do petróleo.
A outra menção honrosa foi atribuída a Teresa Mata, com uma tese sobre a síntese de processos químicos que integram conceitos de prevenção da poluição e melhor desempenho económico, utilizando simuladores de processo.
O Prémio, que dá expressão à estratégia de relacionamento do grupo CUF com as universidades, é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, cujo presidente, Fernando Ramôa Ribeiro, realçou a importância da aposta na educação e formação e na ligação da indústria ao meio académico.
“Os países que apostam na formação, mais tarde ou mais cedo colhem os resultados”, dando como exemplo o desenvolvimento da Finlândia.
Ramôa Ribeiro deu conta da evolução do país, sendo “o que mais aumentou o número de doutorados na Europa, nos últimos anos” e felicitou o grupo CUF pelo “exemplo de abrir as empresas aos doutorados”.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7105525)


