Fundação Champalimaud é exemplo para mudar Portugal 14 Junho
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O Presidente da República, Jorge Sampaio, considerou hoje que a Fundação Champalimaud é “um exemplo para mudar, através da ciência e da investigação”, a face de Portugal.
Jorge Sampaio falava durante a apresentação pública da Fundação Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud, que decorreu em Lisboa, onde defendeu que “é preciso continuar a investir na ciência”.
“A ciência vale a pena, porque tem a capacidade de transformar”, disse o chefe de Estado, para quem exemplos como o da criação da Fundação Champalimaud são “indispensáveis” em áreas em que o Estado “não consegue – apesar de tentar – ultrapassar as dificuldades”.
A presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, pretendeu com a cerimónia de hoje, que juntou ministros e governantes, vários investigadores e políticos, entre outras personalidades políticas, “prestar públicas contas” do que está a ser feito pelos responsáveis pela organização.
A apresentação decorreu no dia em que a Fundação reuniu pela primeira vez o Conselho de Curadores, o qual elegeu para presidente o advogado Daniel Proença de Carvalho.
A partir de hoje, a Fundação passou a ter existência plena, com os seus órgãos totalmente constituídos e em funções, e disponíveis os meios que o fundador António Champalimaud lhe atribuiu.
Leonor Beleza anunciou que o caminho da instituição vai ser “de grande ambição nos objectivos, de exigência nos meios e de ausência de receios de provocar rupturas”.
“Procuraremos o impacto nas nossas acções, mas não o reconhecimento de curto prazo. Privilegiaremos a criação face à adaptação. Seremos absolutamente intransigentes no rigor de actuação e no privilégio da excelência e do mérito”, adiantou.
Leonor Beleza lembrou que a área de actuação da fundação é “a da pesquisa científica no domínio da biomedicina: ela surge num momento em que o número de portugueses qualificados nas áreas relevantes e de instituições que a elas se dedicam conheceu progressos inegáveis e nos oferece exemplos em que podemos e devemos ter orgulho”.
“A comunidade científica portuguesa conhece bem as insuficiências, as dificuldades e os bloqueios que gastam mais do que a sua quota-parte de importância em todas as reflexões e debates sobre estes assuntos”, frisou.
Leonor Beleza, ex-ministra da Saúde, defendeu “uma instituição que seja de formação, de prestação de cuidados e de investigação, que demonstre a possibilidade, também entre nós, de fazer investigação num ambiente ética, humana e tecnicamente muito exigente”.
A presidente da Fundação Champalimaud pretende “fazer vir para Portugal cientistas portugueses que têm encontrado lá fora melhores oportunidades de realização”.
“Queremos também contribuir para que a ciência que aqui se faz seja tão relevante que outros achem que vale a pena escolher Portugal para aqui desenvolverem as suas capacidades”, disse.
Em breve, a Fundação irá anunciar a criação de um Conselho de Ética.
“A forma como a dotação for investida e como os seus rendimentos serão aplicados irá determinar, em grande medida, a capacidade da fundação para cumprir a sua missão”, disse.
“Deveremos maximizar os recursos de que dispomos, mas acima de tudo deveremos garantir a existência perpétua da fundação”, adiantou.
Leonor Beleza assegurou que “a fundação não se vai desviar do seu objecto e não vai desenvolver quaisquer actividades financeiras por si só, nem tenciona adquirir participações ou posições estratégicas em qualquer negócio, nem financiar empresas”.
Instituída por António Champalimaud no seu testamento, a Fundação foi reconhecida em 17 de Dezembro de 2004 e os estatutos foram publicados no Diário da República a 21 de Janeiro deste ano.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7084148)


