Investigação em onze hospitais do país procura terapêutica para cancro do cólon 8 Junho

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Portugal vai desenvolver, em onze hospitais do país, um estudo pioneiro a nível mundial sobre uma terapêutica para o cancro do cólon, doença que mata em Portugal cerca de dez pessoas por dia, anunciaram hoje os investigadores.

Ainda este mês vai arrancar um estudo de fase II (testes em pessoas doentes) para avaliar a eficácia e segurança de uma terapêutica inovadora no tratamento de doentes com cancro do cólon (intestino) e do recto metastizado, informou o Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD).

De acordo com aquele grupo coordenador da investigação, trata-se do maior estudo clínico na área do cancro do cólon e do recto realizado em Portugal por um grupo de investigação nacional.

A investigação decorrerá ao longo deste ano em onze hospitais, entre os quais os institutos Portugueses de Oncologia de Porto e Coimbra, os hospitais da Universidade de Coimbra e o Garcia de Orta, em Lisboa.

As comissões de ética das unidades hospitalares envolvidas aprovaram os ensaios clínicos e os doentes foram recrutados, com a sua autorização, para participar no estudo.

Segundo as estatísticas, mais de 360 mil doentes na Europa Ocidental desenvolvem, por ano, cancro do intestino, o que corresponde a cerca de mil novos casos por dia.

Trata-se do quarto cancro mais comum a nível mundial, com estimativas que apontam para o aparecimento de cerca de 780 mil casos por ano, e o segundo mais comum na Europa Ocidental, logo a seguir ao cancro do pulmão (nos homens) e ao cancro da mama (nas mulheres).

Em Portugal estima-se que existam mais de 5500 novos casos por ano, 25 por cento dos quais já com metástases no momento do diagnóstico.

De todos os novos casos identificados anualmente, metade desenvolverá metástases e destes apenas três por cento sobreviverão mais de cinco anos. Mais de 50 por cento das pessoas diagnosticadas com cancro dos intestinos morrerá desta doença.

FONTE: Agência Lusa

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