Mais ajuda estatal a quem gera mais receita própria, pede IPATIMUP 8 Maio
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O director Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Sobrinho- Simões, pediu hoje uma alteração de critérios nos apoios estatais à investigação, defendendo que se premeiem instituições que geram mais receitas próprias. “A instituições que ganhem dinheiro em projectos internacionais e em prestação de serviços devem ter maior contrapartida em apoios do Estado”, preconizou o investigador, um dia antes do seu instituto receber a visita do Presidente da República, Jorge Sampaio, e do Ministro da Ciência, Mariano Gago.
“É preciso suar para merecer o dinheiro”, acrescentou Sobrinho- Simões, que em Outubro do ano passado se queixou ao então líder da oposição e actual primeiro-ministro, José Sócrates, dos atrasos do Estado no pagamento de apoios concedidos. Sobrinho-Simões referiu então que os atrasos nos pagamentos só não resultavam em paralisação da actividade, uma vez que o instituto gera um terço da receita na prestação de serviços e em doações tri- anuais de 18 empresários-mecenas. Mas a situação melhorou francamente com este governo. Recebemos já todas as verbas de 2003 e 2004″, afirma agora o director do IPATUMP.
O instituto criado em 1989 e que se dedica à investigação na área das ciências da saúde, inaugura segunda-feira uma nova ala, duplicando assim o espaço disponível. O custo da nova ala foi suportado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, fundos estruturais da União Europeia e doações de várias instituições, nomeadamente da Fundação Calouste Gulbenkian. Para a aquisição do equipamento contribuíram a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e várias empresas.
A produção científica do IPATIMUP tem tido especial incidência na investigação oncológica, em particular nos cancros do estômago, mas também tem muita relevância no estudo do carcinoma da tiróide, assim como na patologia humana.
A genética populacional é outra área em que os investigadores do IPATIMUP se têm destacado, com trabalhos abrangendo populações nas mais variadas regiões do mundo, como a Península Ibérica, África, América Central e do Sul e no Médio Oriente.
A actividade do IPATIMUP estende-se a outras áreas além da investigação, nomeadamente através da participação em acções de divulgação científica em escolas secundárias de todo o país, na educação contínua de professores deste grau de ensino, assim como na organização de encontros científicos internacionais em Portugal e no estrangeiro.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6982341)


