Coimbra: Tecnopólo começa a funcionar em 2007 6 Maio
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A primeira fase do Tecnopólo de Coimbra, estrutura destinada a acolher empresas de base científica e tecnológica, deverá estar concluída no primeiro semestre de 2007, anunciou hoje a presidente da Associação responsável pelo projecto. Segundo Teresa Mendes, presidente do conselho executivo da Associação Tecnopólo de Coimbra (ATC), nesta primeira fase vão ser construídos três módulos com 1.500 metros quadrados para a instalação de empresas e mais dois para serviços administrativos e áreas e valências comuns.
Ao intervir na apresentação pública do projecto, no auditório do Instituto Pedro Nunes (IPN), Teresa Mendes adiantou que em 2007 as primeiras empresas poderão instalar-se no Tecnopólo.Com o lançamento do concurso previsto para o primeiro semestre de 2006, esta primeira etapa do empreendimento representa um investimento de cerca de três milhões de euros e compreende uma área bruta de construção com seis mil metros quadrados.
Projecto há muito ambicionado, o Tecnopólo vai situar-se no pólo II da Universidade de Coimbra (UC), contíguo ao Instituto Superior de Engenharia (do Instituto Politécnico de Coimbra), ocupando um terreno de dois hectares com uma capacidade construtiva global de cerca de 24 mil metros quadrados. A criação de empresas de base científica e tecnológica, promovendo a inovação e contribuindo para fixar na cidade e na região o conhecimento gerado nas instituições científicas e ainda de quadros qualificados são os principais objectivos do projecto.
No pólo II funcionam os novos edifícios dos diversos departamentos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), um conjunto significativo de unidades de investigação e desenvolvimento, e ainda o IPN, que serve de elo de ligação entre os meios científico e empresarial e dispõe de vários laboratórios de transferência de tecnologia e de uma incubadora de empresas, actualmente em fase de expansão. Segundo Teresa Mendes, a UC cede o terreno para o Tecnopólo, a Câmara de Coimbra realiza a infra-estruturação e a Caixa Geral de Depósitos surge como a entidade financiadora.
“Coimbra tem conhecimento, tem vantagens competitivas extraordinárias, nunca percebi porque não as exerceu”, afirmou o presidente da Câmara, Carlos Encarnação, sublinhando que, neste projecto, “a vontade de cada uma das entidades se sobrepôs à inércia”. Para o reitor da UC, Fernando Seabra Santos, o êxito do projecto representa “a vitória das parcerias público/privado e do pragmatismo”.
“Sem pragmatismo não há princípios que se concretizem”, realçou Seabra Santos, ao congratular-se com a “nova postura” das instituições envolvidas, nomeadamente a sua “capacidade de colaboração”, permitindo o avanço do projecto. Na óptica do presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Torres Farinha, o Tecnopólo “é a infra-estrutura que faltava para se poder acrescentar valor ao conhecimento produzido, transformando-o em mais-valia para a sociedade”.
Na sessão interveio também o presidente do conselho directivo da FCTUC, Lélio Quaresma Lobo, que lembrou que o projecto “vem do passado, de uma ideia” do professor jubilado desta escola, Carlos Sá Furtado, “que a manteve viva durante anos”. A incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes vai alimentar o Tecnopólo, que se articulará com o “Coimbra Inovação Parque”, um projecto da Câmara de Coimbra a desenvolver na zona de Antanhol.
Fazem parte da ATC a Universidade, Câmara, Associação Comercial e Industrial de Coimbra, Comissão de Coordenação do Centro, FCTUC, Fundações Bissaya Barreto e Luso-Americana para o Desenvolvimento, IPC, IPN, Caixa Capital e Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento. O governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, que se reuniu quinta-feira com a presidente da ATC, garantiu o apoio ao projecto, procurando angariar fontes para o seu financiamento.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6977918)


