Mariano Gago quer reforçar independências dos Centros de Ciência Viva 21 Abril
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O ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, defendeu hoje na inauguração do Centro de Ciência Viva de Tavira (CCVT) que estas estruturas de divulgação científica devem ser totalmente independentes dos governos.
“Entendemos que o Centro de Ciência Viva deve reforçar-se como Organização Não Governamental (ONG) independente dos Governos”, declarou José Mariano Gago, durante a cerimónia de abertura no CCVT, a segunda destas estruturas no Algarve.
Segundo Mariano Gago, a cultura científica e a divulgação da ciência devem fazer parte da vida social e “não devem estar dependentes dos humores deste ou daquele governo”. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior asseverou que tudo fará para reforçar a independência do Ciência Viva. Mariano Gago defende o aumento do número de Centros de Ciência Viva em Portugal, pois são hoje um dos “raros movimentos na Europa capaz de mostrar como é que se faz a articulação em rede entre cientistas, escolas e população em geral”.
Apesar de admitir que é do Estado a responsabilidade de suportar os custos e a promoção da cultura científica, Mariano Gago espera também que as empresas invistam mais em investigação no País, nomeadamente na investigação industrial. Rosália Vargas, directora nacional do CCV, garantiu à margem da cerimónia que durante o próximo mês está prevista a abertura de um Centro de Ciência Viva em Estremoz e a reabertura do renovado Planetário da Calouste Gulbenkian. Até ao final do ano abrirá um CCV em Bragança e em Sintra e está a ser realizado um estudo para que abra outro no Algarve, nomeadamente na cidade de Lagos, adiantou ainda Rosália Vargas.
Integrado na rede de Centros de Ciência Viva, o CCV de Tavira hoje inaugurado tem como temas fundamentais a água e as energias. O CCVT é o 12º a ser criado no País e teve um investimento de cerca de 800 mil euros, com a comparticipação de fundos europeus. O novo espaço de divulgação científica interactiva de Tavira tem vários módulos diferentes nos quais o público pode aprender e descobrir, por exemplo, como se pode aproveitar a energia solar para produzir energia eléctrica através de um painel fotovoltaico. Oficinas e laboratórios de microscopia, água, electricidade, uma mediateca, um ciberespaço equipado com 12 computadores e acesso a Internet são outros equipamentos do CCVT.
As crianças até aos cinco anos entram gratuitamente naquele museu e as que têm entre os seis e os 12 anos pagam um euro. O público adulto paga 2,5 euros e as famílias e grupos um euro.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6938022)


