Estaleiros da Figueira da Foz investigam soldadura a frio 31 Março
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Os Estaleiros Navais do Mondego (ENM) esperam concluir, no início de 2006, um projecto de investigação para aplicação de soldadura a frio na construção naval, desenvolvido por um consórcio internacional liderado pela empresa da Figueira da Foz. A nova tecnologia, de origem inglesa e nunca antes aplicada à construção naval, passa por efectuar soldadura por fricção linear (soldadura a frio), método que os investigadores consideram inovador.
“Consome menos energia, é mais ecológico já que não liberta gases poluentes e apresenta melhor qualidade”, disse à Agência Lusa Nuno Antunes dos Santos, administrador dos ENM. O consórcio internacional liderado pelos ENM engloba empresas privadas, centros de investigação e universidades de Portugal, Alemanha e República Checa. Além dos estaleiros da Figueira da Foz, o nosso país está representado por uma unidade de equipamentos hidráulicos (Medusa), o Instituto Superior Técnico e o Instituto de Soldadura e Qualidade.
O projecto de investigação, lançado em 2003, encontra-se “ainda em fase de testes”, devendo estar concluído no início de 2006, altura em que o administrador dos estaleiros navais conta apresentar resultados “satisfatórios”. Para aplicar a soldadura a frio à construção naval em alumínio [os ENM, propriedade da Fundação Bissaya Barreto, são os únicos privados da Península Ibérica a construir embarcações naquele material], o passo seguinte passará por dar formação aos cerca de 90 trabalhadores dos estaleiros “tendo em vista uma competitividade acrescida”, disse.
Em Junho de 2003, aquando do lançamento do projecto, Nuno Antunes dos Santos apontou diversas vantagens à nova tecnologia, entre as quais não ser necessário “efectuar radiografias do interior da soldadura”, depois do processo ser aplicado ao alumínio. Na ocasião, mostrou aos jornalistas várias chapas em que a aquela tecnologia foi aplicada. Uma delas resultou da junção de duas “sem metal de adição, apenas o material das próprias chapas”, explicou, acrescentando, na altura, que as propriedades do material resultante da junção “são superiores ao das chapas originais”.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6874431)


