Cancro: Especialistas avaliam no Porto nova técnica para travar evolução 25 Fevereiro

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Especialistas internacionais da área da oncologia discutem sábado no Porto uma nova técnica terapêutica de combate à progressão do cancro por bloqueamento dos vasos sanguíneos que alimentam as células malignas. De acordo com a médica Maria Fragoso, da unidade no Porto do Instituto Português de Oncologia (IPO/Porto), o novo processo terapêutico (angiogénese) revela-se particularmente eficaz a retardar a evolução do cancro que mais mata na Europa: o tumor do cólon e do recto em fase de metástase, ou seja, já espalhado pelo corpo.

Neste tipo de cancro, Portugal ocupa um lugar de topo com cerca de cinco mil novos casos por ano e mais de três mil mortes em 2001. A técnica de angiogénese começou a desenvolver-se depois de cientistas internacionais terem concluído que os tumores malignos se multiplicam através de um mecanismo designado Factor de Crescimento Vascular Endotelial (FCVE).


A partir desta descoberta, os cientistas conceberam fármacos que “engolem” o FCVE ou travam a sua formação, como a substância “bevacizumab”. Estudos clínicos de substâncias deste tipo estão a ser desenvolvidos um pouco por todo o mundo e em Portugal desde o ano passado, disse a médica do IPO/Porto.


Um estudo do oncologista norte-americano Herbert Hurvitz, envolvendo 925 pacientes com tumores no cólon e no recto em fase de metástase, concluiu que as pessoas que aliaram a quimioterapia à administração da “bevacizumab” conseguiram sobreviver mais cerca de cinco meses. “E isso consegue-se mantendo relativo bem estar do paciente”, segundo Maria Fragoso. Na reunião do Porto é esperado o brasileiro Paulo Hoff, do Hospital Albert Einstein (São Paulo), um dos maiores especialistas mundiais na matéria.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6780786)

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