Universidade dos Açores denuncia vandalismo em estações subaquáticas de investigação 24 Fevereiro

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Estações subaquáticas do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores estão a ser alvo de vandalismo, o que está a prejudicar os resultados de projectos de investigação marinha, anunciou hoje fonte universitária.

Segundo o investigador do DOP Pedro Afonso, uma das estações foi cortada da sua amarra e perdeu-se no oceano, enquanto outros equipamentos semelhantes terão sido utilizados como pontos de amarração por embarcações de pesca. “No primeiro caso, perdeu-se a estação e todos os dados que ela recolheu de cerca de 60 peixes”, explicou Pedro Afonso.



O investigador universitário admitiu ainda não compreender estes actos de vandalismo, uma vez que as estações foram colocadas de acordo com as normas previstas e “não levantam qualquer problema para a actividade piscatória”. Os actos de vandalismo estão a prejudicar a investigação dos cientistas do DOP, que estudam os movimentos e migrações de três espécies de peixes comerciais dos Açores (Veja, Encharéu e Pargo). A intenção do estudo, que consiste na monitorização remota dos movimentos dos peixes marcados com sensores acústicos, é desenhar correctamente áreas marinhas protegidas no arquipélago.

Com estes equipamentos, o DOP pretende medir, localizar e calcular o número, tamanho e a forma das espécies marinhas existentes numa determinada zona, com vista a garantir melhor eficácia nas áreas protegidas. “Temos obtido dados interessantes e inovadores sobre o comportamento destas espécies, que alteram o nosso conhecimento sobre os movimentos e migrações e sobre a eficácia das áreas marinhas protegidas”, destacou Pedro Afonso.

Ao todo, existem 15 estações subaquáticas do DOP nos mares da região, localizadas em áreas chave dos habitats das espécies. Aquela é uma investigação que vai decorrer até 2006, no âmbito de dois projectos distintos: “Mar é Fixe”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e “Telazo”, com financiamento da Fundação Luso-Americana.

FONTE: Agência Lusa; Público

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