Nos próximos 25 anos, poder mundial transitará dos EUA para China 22 Fevereiro

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Nos próximos 25 anos deverá assistir-se a uma viragem na hegemonia mundial, com uma mudança de poder dos Estados Unidos para a China, indicam as conclusões de um encontro internacional de cientistas, na Covilhã, hoje divulgadas.

Cerca de 40 cientistas reunidos no âmbito do programa “Security Related Civil Science and Technology” da NATO analisaram no fim-de-semana a relação entre os ciclos de Kondratieff, os conflitos bélicos e a segurança mundial. Segundo os cientistas, “há padrões [ciclos de Kondratieff] que fazem com que se repitam os conflitos que põem em causa a segurança mundial”, afirmou hoje à Agência Lusa Tessaleno Devesas, docente da Universidade da Beira Interior.



“O fenómeno do terrorismo moderno, parece ser uma inovação sócio-política que surge na fase descendente da quarta onda de Kondratieff”, disse. “Em vez de uma inovação tecnológica, como costumam ser as alterações de grande impacto, estamos perante outro tipo de mudança – mas que usa intensivamente os novos recursos tecnológicos”, explicou o docente, que está a efectuar a compilação das conclusões e trabalhos apresentados durante o encontro.

Segundo Tessaleno Devesas, os cientistas acreditam que “estamos a iniciar a fase de ascensão da quinta onda de Kondratieff, que deverá ter o seu pico em 2030″. Ou seja, ao longo dos próximos 25 anos, “deveremos assistir a uma transição política muito importante, com perda de hegemonia dos Estados Unidos e ascensão da China”. “Haverá uma transição de poder que será consolidada na segunda metade do século XXI”, destacou Tessaleno Devesas, agraciado com o prémio Kondratieff Medal 2004, conferido pela Academia Russa de Ciências Naturais e pela Fundação Internacional Kondratieff.

Nicolai Dimitriev Kondratieff (1892-1938), economista russo, foi pioneiro ao estudar a ocorrência de variações cíclicas (estudou o caso das variações económicas), designadas desde então como “ciclos de Kondratieff”. Um dos objectivos da iniciativa, que voltará a realizar-se dentro de dois anos na Rússia, consiste em ajudar a empreender acções futuras no seio da Aliança Atlântica com vista à estabilidade no relacionamento entre Nações em todo o globo. A compilação dos trabalhos dará origem a uma publicação da série científica editada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6773255)

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