Laboratórios e Gulbenkian assinam acordo para promover investigação 3 Fevereiro

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A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e a Fundação Calouste Gulbenkian assinam hoje um protocolo para promover a instalação em Portugal de grupos nacionais de investigadores em biomedicina. O texto do protocolo, ao qual a Lusa teve acesso, determina que ambas as instituições terão de apoiar, anualmente, a instalação, em laboratórios de universidades, hospitais ou institutos de investigação de três grupos de investigadores, que tenham completado o seu período de cinco anos de actividade no Instituto Gulbenkian de Ciência.

O Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) tem acolhido, desde 1993, a instalação de grupos de investigação, dedicados a projectos científicos que os próprios “financiam competitivamente”, mas estes são obrigados a abandonar o IGC ao fim de cinco anos, “libertando os laboratórios para novos recrutamentos”.

Porém, conforme salienta o preâmbulo do protocolo, “as infra- estruturas e condições de instalação deficientes nas instituições de acolhimento” e o “isolamento em que tais grupos se vão encontrar, uma vez deslocados dos centros mais avançados”, “são incompatíveis com a manutenção da competitividade internacional destes jovens investigadores”. Daí que o acordo assinado hoje pretenda também “garantir o acesso dos investigadores e estudantes nos grupos seleccionados às infra-estruturas, plataformas e serviços de alta tecnologia a operar no IGC e que não estejam disponíveis nas instituições de acolhimento”.

A coordenação e execução do protocolo cabe ao IGC, sendo da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian o financiamento das infra-estruturas, no valor de 50 mil euros/ano por cada grupo e de acções de interacção entre os grupos, no valor de quatro mil euros por ano. à Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) cabe o financiamento da instalação dos grupos, com um apoio de 23 mil euros cada, e das actividades de cooperação científica, no valor de seis mil euros por ano. A Fundação Calouste Gulbenkian e a Apifarma acordam também realizar esforços para promover o alargamento deste programa a nível nacional, mas este processo “não deverá resultar no financiamento de um número de grupos superior a cinco por cento do total nacional, de maneira a assegurar o perfil de excelência”.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6718547)

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