PmatE e Fábrica de Ciência Viva da UA levam ciência à Pampilhosa da Serra 31 Janeiro

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O Projecto Matemática Ensino (PmatE) do Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro e a Fábrica de Ciência Viva vão deslocar-se, na próxima quarta-feira, dia 2 de Fevereiro, à Escola Básica Integrada da Pampilhosa da Serra. Duas conferências e uma peça de Teatro fazem parte de um programa que agora se inicia e que visa divulgar a Universidade e as suas actividades, nomeadamente o PmatE e a Fábrica de Ciência Viva, junto das escolas do país mais afastadas do litoral.

Não se cansando de seguir novas direcções para despertar o gosto pela matemática, o PmatE arranca agora, em conjunto com a Fábrica de Ciência Viva, com uma nova iniciativa: levar até às salas de aula das escolas mais afastadas do litoral novos modelos de aprendizagem, complementado por peças de teatro. A ideia é promover, junto dos alunos, o contacto com actividades culturais de carácter científico. O teatro é um meio de comunicação por excelência que pode ser utilizado para transmitir conhecimento. Ao mesmo tempo, a expressão teatral, permite o desenvolvimento das capacidades criativas e intelectuais e estabelecer um contacto com o conhecimento, muito mais rico e humano. Através de meios cénicos propositadamente muito simples demonstra-se como o Teatro pode, com facilidade, ser transposto para a sala de aula e servir de estímulo à aprendizagem.

A primeira Escola a receber esta iniciativa é a Básica Integrada da Pampilhosa da Serra, já na tarde do dia 2 de Fevereiro. O programa começa com recepção pelo Presidente do Conselho Executivo da Escola, Prof. Victor Machado, cabendo, logo depois, ao Coordenador Geral do Projecto Matemática Ensino da Universidade de Aveiro, Prof. Batel Anjo, apresentar aos alunos e professores da Escola um projecto vocacionado para a divulgação da ciência em geral e da Matemática em particular. Às 14h30 tem lugar a primeira conferência. O Presidente do Conselho Empresarial entre Douro e Vouga, Dr. Eduardo Costa, vai abordar o tema “Perspectivas de Desenvolvimento do Interior”. Quarenta minutos mais tarde, o Prof. António Ferreira, do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, vai falar sobre Miguel Torga.


O momento certamente mais esperado pelos alunos chegará às 16h00, com a apresentação da peça de teatro “Reunião de professores que interpretam planetas”. Trata-se de uma peça de teatro que está patente na Fábrica de Ciência Viva da Universidade, e que conta a história de um grupo de professores que se encontra para falar de planetas. O seu envolvimento com as matérias que ensinam é de tal forma grande, que resolvem personificar os diversos planetas do sistema solar. Um a um vão visitar o Sol, o Rei do Universo, para lhe apresentar as suas reivindicações. Tudo corre bem até que aparece uma personagem que não foi convidada para a reunião. Trata-se do azul, a cor azul, que procura demonstrar a sua importância, por ser a cor que a Terra apresenta quando vista do espaço. Ao perceber que aquela não é a sua reunião, acaba por se afastar bastante desiludida. Este facto é aproveitado para acabar a reunião dos professores. Esta fantástica história sobre o sistema solar, alia o fascínio da ciência à magia do teatro. Um espectáculo que, além de divertido, nos faz reflectir a respeito da existência da diversidade e pluralidade de olhares sobre o mundo em que vivemos.


A peça é adaptada do texto de Luís Mourão com o título original “O Homem que via passar as Estrelas”. Com encenação de Carlos António é representada por Ana Ferreira, Ana Poças, Gabriel Silva e Joana Maia, quatro recém licenciados do curso do Ensino Básico do 1º Ciclo pela Universidade de Aveiro, que aceitaram o desafio de vestir a pele de actor para, através do teatro, comunicar ciência num contexto de ensino informal.


Mais informações: Prof. Batel Anjo, coordenador do Projecto Matemática Ensino. Tel.: 234.370359


FONTE: ua_online

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