Estudo de Mariano Gago recomenda mais verba e menos burocracia 17 Janeiro

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A Europa tem que investir mais nas tecnologias da sociedade de informação (TSI) e reduzir a burocracia para se tornar na economia mais competitiva do mundo em 2010, concluiu um estudo liderado pelo português José Mariano Gago. O relatório, elaborado por um grupo de alto nível composto por especialistas independentes europeus, presidido pelo ex-ministro da Ciência e Investigação português, defende um incremento do orçamento na investigação e desenvolvimento das TSI como “único meio” de encorajar as empresas e universidades a colaborar e estimular a inovação na Europa.

O estudo defende ainda uma redução da burocracia que, embora exista para reforçar a responsabilidade financeira, controlar de forma mais estrita os processos de financiamento e reduzir os riscos, está a “ameaçar matar a investigação”.



Os especialistas defendem também o reforço da participação das pequenas e médias empresas (PME) e dos novos Estados-membros para melhor conhecimento das redes inovadoras, a melhoria dos meios de comunicação e identificação do público-alvo para difundir os resultados da investigação e a avaliação das necessidades de recursos humanos suplementares na investigação das TSI na Europa.


A investigação e desenvolvimento no domínio das TSI constitui um dos factores chave, segundo Bruxelas, para fazer da Europa a economia mais competitiva do Mundo em 2010 baseada no conhecimento, o que constitui o objectivo fundamental da Estratégia de Lisboa, de que José Mariano Gago é co-autor.


O estudo será apresentado hoje no Parlamento Europeu e terça- feira na Comissão Europeia pelo ex-ministro da Ciência e Investigação português e pela comissária da tutela, a luxemburguesa Viviane Reding, que já prometeu actuar em alguns domínios aconselhados pelos investigadores, em especial na redução da burocracia.


O relatório foi encomendado por Bruxelas para avaliar a eficácia e resultados da investigação e desenvolvimento em matéria das TSI no âmbito dos programas-quadro da investigação 5 e 6, entre 1999 e 2003, nos quais foram investidos mil milhões de euros anuais.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6674240)

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