Arqueologia: Colóquio em Lisboa debate relação das empresas com as universidades 13 Janeiro
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A maioria das escavações arqueológicas em Portugal é realizada por empresas especializadas, disse à agência Lusa Miguel Lago administrador da Era-Arqueologia que sábado realiza o quarto colóquio anual sobre o tema, em Lisboa.
O encontro deste ano visa encontrar “uma plataforma de diálogo entre as empresas que realizam 80 por cento das escavações arqueológicas no país e as universidades”, disse Miguel Lago da Silva. Intitulado “A universidade e as empresas de arqueologia: problemas de uma relação desejável”, o colóquio irá decorrer sábado no auditório do Metropolitano de Lisboa.
O colóquio, que reúne vários especialistas em diferentes matérias, “é aberto ao público, de modo a incentivar o debate e o interesse por uma área que fascina os cidadãos desconhecedores em grande parte, de um conjunto de questões que envolvem o seu património cultural”, adiantou ainda.
Miguel Lago, também ele arqueólogo, afirmou à Lusa que “a universidade está algo divorciada de determinadas realidades e as empresas – que são quem mais trabalha no terreno – não têm diálogo com as instituições académicas de forma a trocarem conhecimentos”. “Com este colóquio, onde apresentaremos alguns dos nossos projectos mais significativos, procuramos relançar o diálogo com as universidades pela transmissão de informação, a troca de experiências e o aprofundamento de questões relativas ao património histórico- arqueológico”, disse também o arqueólogo.
Entre os especialistas, para além dos arqueólogos envolvidos em vários projectos participam gestores, biólogos e antropólogos. O biólogo João Carlos Vasconcelos, que tem vindo a reflectir sobre a realidade das universidades portuguesas, “falará da sua experiência no relacionamento entre empresas e a universidade na sua área e sobre a qual esperamos tirar algumas ilações”.
O gestor Alberto Silva reflectirá sobre as vantagens para as empresas de projectos de parceria ou complementaridade nesta área. Entre os vários projectos da Era-Arqueologia que serão apresentados durante a parte da manhã, Miguel Lago destacou o projecto levado a cabo no Monte da Quinta (Almeirim) que será “a notícia mais antiga que temos de produção de sal de forma sistematizada, pois data do Neolítico final (cerca de 3000 antes de Cristo). Este trabalho, explicou Miguel Lago, foi realizado no âmbito da construção da auto-estrada A13, no sublanço entre Almeirim e Salvaterra de Magos.
Outra comunicação, ao final da manhã, será sobre as intervenções arqueológicas em Lisboa, nomeadamente da Muralha Fernandina (Martim Moniz) ao Palácio do Alvito (Largo Conde Barão) ou à Rua de São Lázaro.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6661697)


