Cientistas Organizam Encontro de Crítica às Políticas do Governo 16 Dezembro

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Numa altura em que Portugal se prepara para eleições legislativas, 34 cientistas preparam um encontro para debater a situação da investigação. No sábado à tarde, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa, o grupo, com José Mariano Gago à cabeça, vai discutir “Inovação, ciência e tecnologia: condições para o desenvolvimento científico e tecnológico do país – bloqueios, estratégias e soluções”.


Do programa do encontro, aberto a cientistas e não só, consta a discussão de vários temas: recursos humanos qualificados para as profissões científicas, promoção da cultura científica, reforço do financiamento público da ciência, avaliação independente e desgovernamentalizada do sistema de financiamento, laboratórios associados, papel dos laboratórios do Estado, novos desafios internacionais, inovação e produtividade ou novas empresas de base tecnológica.



João Sentieiro, director do Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, é o nome que sucede logo ao ex-ministro da Ciência do governo socialista Mariano Gago na comissão organizadora e não esconde que o encontro surgiu por causa da situação política. “Surgiu em função do momento eleitoral criado, que é apropriado para as pessoas reflectirem e tentarem influenciar as políticas que o Governo que vier a ser eleito estabeleça para a ciência e tecnologia”, diz Sentieiro. “Estamos em oposição, não ao Governo, mas ao que têm sido as políticas do Governo nos últimos anos, porque as consideramos erradas.”


Mas se Mariano Gago – um dos membros do Conselho Coordenador do Fórum Novas Fronteiras, a iniciativa dos socialistas para promover a aproximação do PS à sociedade civil – é um dos nomes mais sonantes da comissão organizadora, outros não o serão menos. É o caso de Sobrinho Simões, Villaverde Cabral, Mário Ruivo, Alexandre Quintanilha, Adriano Pimpão ou Maranha das Neves.


“O objectivo é que o resultado do encontro seja dado a conhecer aos partidos e aos responsáveis pela definição de políticas nesta área”, diz João Sentieiro.


FONTE: Público

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