Félix de Avellar Brotero 10 Dezembro
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Félix de Avellar Brotero, nasceu em Santo Antão de Tojal, corria o ano de 1744. Após um início na carreira eclesiástica da qual desiste, parte para o exílio em França, em 1778. Permaneceu 12 anos nesse país, onde conviveu com ilustres cientistas, como Daubenton, Lamarck, Buffon e Condorcet. Foi nessa época que adoptou o apelido Brotero, que significa o “amantes dos mortais”.
Em 1788 publica a sua primeira obra, o “Compêndio de Botânica ou Noçoens Elementares desta Siencia, segundo os melhores escritores modernos, expostas na língua Portugueza”, onde apresentou mais de 30 estampas da sua autoria e que, durante anos, foi uma obra de referência no ensino da Botânica em Portugal. Com a Revolução Francesa, em 1789, tornou-se cronista da Gazeta de Lisboa, narrando os acontecimentos dessa epopeia. Um ano mais tarde regressa a Portugal e em 1791 é nomeado Lente, na Universidade de Coimbra.
Percorre o País de Norte a Sul e dos seus trabalhos resulta a publicação da “Flora Lusitânica”, publicada integralmente com o seu dinheiro. Resultado das invasões Francesas, a sua casa é roubada e vários dos seus livros pilhados. Brotero foge para Lisboa, onde é nomeado, em 1815, Director do Real Jardim e do Jardim Botânico da Ajuda, cargo que assumia, ainda que a título provisório, desde 1810.
Apesar da idade avançada foi eleito deputado e presidente da comissão de agricultura do primeiro parlamento nacional, aos 76 anos, em 1821.
Morreu em Lisboa, em 1828, deixando publicadas 26 obras e tornando-se num nome de peso da Botânica portuguesa e deixando o seu nome associado a algumas famílias de plantas, das muitas que identificou pela primeira vez. Ainda funciona, em Coimbra, a Sociedade Broteriana, que pretende perpetuar o legado deste investigador português.


