Trabalhadores científicos ainda são poucos 24 Novembro
Comments Off
Em teoria, para acertarmos o passo com os países mais desenvolvidos e acompanharmos a sua evolução no potencial científico, teríamos que triplicar os recursos humanos afectos a esta área. Quem o afirma é Frederico de Carvalho, presidente da Organização dos Trabalhadores Científicos (OTC).
No entanto, segundo ele, se os duplicássemos já haveria desperdício, porque o nosso sistema científico não teria, de um momento para o outro, capacidade para os absorver. O crescimento teria de ser consistente, defende, para dizer que, afinal, o que tem vindo a acontecer em Portugal é uma diminuição de recursos humanos. Dá como exemplo a situação nos Laboratórios do Estado (agora 11) e universidades.
Nos Laboratórios do Estado, afirma Frederico de Carvalho, “é tal a falta de recursos, que as pessoas existentes acabam por ser desaproveitadas”. E culpa a gestão centralizada que foi posta em prática e leva, por burocracias e circuitos complicados, a que equipamentos fiquem à espera de reparação por seis meses ou mais.
As estatísticas apontam para cerca de 25 mil os trabalhadores ligados ao sector da investigação, nem todos obviamente investigadores. O conjunto dos Laboratórios de Estado e universidades rondará os 2.500 investigadores. Critica Frederico de Carvalho a inacção para que quase têm sido empurrados os Laboratórios de Estado, quando eles deveriam estar, através das suas pesquisas, “a apoiar políticas públicas em áreas importantes como a saúde, ambiente e engenharia”.
FONTE: Jornal de Notícias


