Mais de 70 investigadores distinguidos 24 Novembro
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Mais de 70 investigadores de todo o país vão ser distinguidos quinta-feira com o “Estímulo à Ciência”, que se traduz na atribuição de financiamento excepcional à instituição onde desenvolvem o seu trabalho, foi hoje anunciado. A atribuição do “Estímulo à Excelência” resulta num financiamento excepcional (5.000 euros por ano durante dois anos) à instituição onde o investigador exerce a sua actividade, para actividades de investigação e divulgação científicas.
Para se candidatarem, os investigadores tinham de ter 100 artigos publicados em revistas internacionais e 500 citações referenciadas no Índex de Citações Científicas (Science Citation Índex), da ISI Web of Knowledge, ou supervisionado dez doutoramentos concluídos com êxito, publicado 50 artigos em revistas internacionais e ter 250 citações referenciadas.
O financiamento pode ser renovado por novo período de dois anos face à avaliação da produtividade científica, segundo nota do Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior. Hoje, num encontro com jornalistas, a ministra Graça Carvalho, que vai presidir à cerimónia de atribuição desta distinção, referiu-se à polémica levantada aquando o anúncio da medida, e às críticas de que os critérios seriam demasiado exigentes, frisando que são mais de 70 os investigadores que cumprem os requisitos.
Na lista dos investigadores distinguidos, que conta apenas com 16 mulheres, estão incluídos nomes como os de António Coutinho, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Manuel Sobrinho Simões, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP) ou Maria do Carmo Fonseca, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
O objectivo da distinção, que será atribuída pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), é “projectar a figura do investigador na sociedade portuguesa, ajudando-o a reconhecer a importância do seu trabalho, cuja produtividade se encontra ao nível dos padrões internacionais”, acrescenta a mesma nota. Foram abrangidos os investigadores residentes em Portugal com, uma carreira profissional de pelo menos cinco anos ligada, directa ou indirectamente, à investigação científica e tecnológica nas áreas das ciências de engenharia, química, física, ciências biológicas e biotecnologia e ciências da saúde.
De fora ficaram a matemática e as ciências sociais e humanas, que deverão ser abrangidas pela iniciativa mas com outros índices requeridos, que deverão corresponder a um mesmo grau de exigência mas que ainda serão definidos.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6544120)


