Laboratórios Querem Estudo de Células Estaminais 24 Novembro
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Os 15 laboratórios associados defendem a investigação em células estaminais de todos os tipos, desde as existentes nos adultos até às dos embriões. Criticam ainda a posição de Portugal na ONU, que defendeu a proibição de todas as formas de clonagem, quer a reprodutiva, quer a terapêutica, que assentará no uso de células estaminais e exige muita investigação até ser aplicada como tratamento.
O documento aprovado pelo Conselho dos Laboratórios Associados (CLA) é duro. “O CLA considera lamentável que o Governo português tenha apoiado na ONU a proibição da investigação com células estaminais sem consultar a comunidade científica recorrendo às sociedades e instituições com competência nesta área, designadamente as que integram o CLA e o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, para assegurar uma posição fundamentada.”
O representante português na ONU apoiou a proposta de resolução da Costa Rica, que foi subscrita pelos EUA. Dos 25 países da União Europeia, só Portugal e a Itália a defenderam, diz o documento. A outra proposta, da Bélgica e que foi apoiada por mais nove países da UE, previa a proibição da clonagem reprodutiva (que pretende fazer nascer bebés cópia de alguém), mas não da investigação e terapêutica com células estaminais. Para fazer estas terapias, será preciso fazer clones, que serão destruídos para lhes serem retiradas as células estaminais, capazes de originar todos os tipos de células. Antes, há que aprender a manipulá-las.
“A medicina regenerativa com o recurso a células estaminais é uma das maiores esperanças em medicina para a recuperação de funções perdidas, por doença ou acidente, de órgãos vitais”, refere o documento, onde se condena a clonagem reprodutiva. “Devido ao elevado potencial para a saúde, a investigação em células estaminais deve ser fortemente encorajada e apoiada, em particular em células adultas, de sangue do cordão ou embrionárias, para o que não se encontram objecções éticas fundamentadas.”
Os laboratórios associados, entre os quais está o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto ou o Instituto de Biologia e Molecular e Celular, subscrevem as recomendações de organizações internacionais sobre a matéria, como as da Fundação Europeia de Ciência. Para o CLA, adoptar posições contrárias às recomendações destas instituições é um “entrave” à ciência.
FONTE: Público


