Robo Insecto selecionado para feira internacional 18 Novembro

Comments Off

O projecto “Robô Insecto” de um cientista português de 18 anos foi um dos 10 trabalhos escolhidos para participar na 10ª ExpoCiência Internacional, a realizar em Santiago do Chile, em Julho de 2005.

Carlos Manuel Arsénio, enquanto aluno do 12º ano da Escola Profissional e Tecnológica de Sicó, em Avelar, distrito de Leiria, decidiu concorrer em Abril deste ano à 11ª edição do Concurso “Jovens Cientistas e Investigadores”, da Fundação da Juventude. Em Junho, venceu o primeiro prémio, no valor de 1.750 euros, entre 30 projectos de cerca de 70 jovens, o que lhe valeu uma participação na final europeia desta iniciativa, em Dublin, na Irlanda.



“Para a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (MOSTRATEC) escolhemos sempre um projecto que se enquadre na área da electrónica, a mais apreciada no Brasil”, explicou à Lusa Susana Chaves, coordenadora da área de Ciência e Tecnologia da Fundação Juventude. Carlos Arsénio fez as malas e arrancou então para a 19ª edição da MOSTRATEC, que decorreu de 08 a 13 de Novembro em Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, onde foram apresentados cerca de 160 projectos do Brasil, Argentina, Chile, Espanha, México, Paraguai, Peru, Turquia e Uruguai.


O seu projecto consiste num “robô hexápode” (com seis patas), que se move através de dois servo-motores. O seu “insecto”, por se parecer “com uma aranha”, tem 30 centímetros de comprimento, 20 de largura e 12 de altura. “Os servo-motores permitem uma grande precisão nos movimentos do robot”, explicou o jovem cientista, acrescentando que através de uma câmara de filmar “é possível controlá-lo à distância”, por uma televisão, não sendo necessário estar perto dele. Esse controlo é feito através de um comando, onde são inseridas as aplicações que indicam ao robô o que deve fazer.


“O Robô Insecto não tinha nenhuma finalidade inicial específica, mas pode ser aplicado para chegar a locais inacessíveis ao homem, ou em situações em que este corra perigo”, explicou Carlos Arsénio. Segundo o autor, a máquina também poderá ter capacidade para desactivar bombas, mas isso já depende do tipo de adaptações que se realizam, ou seja, “consoante as aplicações que são inseridas”.


Este projecto foi um dos 10 escolhidos, entre 160, que vão participar na 10ª ExpoCiência Internacional de 2005, a Feira Mundial da MILSET, Movimento Internacional de Lazer e Actividades na área da Ciência e Tecnologia, que se realiza de dois em dois anos. “Não estava nada à espera. Fiquei mesmo muito surpreendido”, confessou o jovem cientista português. Quanto à presença em Santiago do Chile, em Julho de 2005, Carlos Arsénio não quer criar “grandes expectativas”, porque “só participar já será muito bom”.


Concluído o secundário, o jovem entrou para o 1º ano do Curso de Engenharia Electrónica na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria e pretende para já dedicar-se aos estudos. “O 1º ano é muito exigente e por isso talvez só no segundo ou no terceiro volte a dedicar-me a estas ideias, mas gostava de voltar a inventar…”, concluiu.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6524699)

Os comentarios estão fechados.

Artigos relacionados

    Investigar em RSS