Organizações Científicas Europeias que integram investigadores portugueses celebram 40 anos 17 Novembro

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A European Molecular Biology Organization (EMBO) promove o desenvolvimento da Biologia Molecular na Europa e a cooperação científica entre países há 40 anos. Um trabalho que tem vindo a dar origem ao nascimento de organizações complementares que apoiam cientistas de todo o mundo. Os portugueses Maria do Carmo Fonseca (Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa) e António Coutinho (Instituto Gulbenkian de Ciência) integram esta organização científica que congrega vários investigadores associados a título individual.



As actividades da EMBO são financiadas pela European Molecular Biology Conference (EMBC) uma organização inter-governamental criada em 1969, e que inclui actualmente 24 países europeus. Com a adesão à EMBC em Novembro de 1993 Portugal passou a colaborar para o seu orçamento. Em contrapartida tem acesso a bolsas que permitem a deslocação dos seus investigadores a outros país para realizarem estudos ou utilizarem equipamento específico que não disponham no seu Laboratório.


 


A contribuição anual de Portugal para o orçamento desta organização representa 1, 28% e o retorno tem-se mostrado positivo. Entre 1997 e 2003 foram concedidas cerca de 20 bolsas de longa duração (até 2 anos) que representam 2,22% das bolsas totais concedidas. As verbas são também investidas na organização de cursos e seminários, e num prémio anual que pretende distinguir jovens cientistas.


 


Este trabalho de cooperação teve seguimento com a criação, há 30 anos, do European Molecular Biology Laboratory (EMBL). Este laboratório que cerca de 1300 membros é já uma referência mundial na investigação de topo na área da Biologia Molecular. Segundo Fotis Kafatos, Director-Geral do EMBL, “esta área da investigação pode ajudar a compreender todos os sistemas de vida melhorando a condição humana”. O cientista acrescenta ainda que “os esforços conjuntos da EMBO, da EMBC e do EMBL ao longo dos anos demonstram que a cooperação internacional é uma receita de sucesso para a criação de conhecimento científico”.


 


Estas três organizações europeias estão em festa e para assinalar a passagem do tempo juntaram proeminentes cientistas para uma reflexão sobre o futuro das ciências da vida no contexto Europeu.


 


FONTE: Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior

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