Universidade Coimbra lidera projecto europeu para uso de hidrogénio 15 Novembro

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A Universidade de Coimbra está a coordenar um projecto europeu para estudar a aplicação das pilhas de combustível, uma tecnologia limpa e mais barata, aos edifícios de serviços e pequenas empresas, afirmou hoje um dos responsáveis.

A utilização do hidrogénio e de pilhas de combustível (que transformam o hidrogénio em electricidade) como alternativa aos combustíveis fósseis esteve hoje em discussão em Lisboa, com a participação de especialistas internacionais e da indústria.



Grande parte dos participantes são representantes da indústria, sinal de que há uma apetência por este tipo de solução devido às vantagens que oferece, nomeadamente ambientais e financeiras”, considerou, à Agência Lusa, Aníbal Traça de Almeida, do departamento de Engenharia Eléctrica da Universidade de Coimbra, um dos organizadores da iniciativa. A Universidade de Coimbra está a coordenar um projecto europeu que envolve parceiros alemães e franceses para analisar as oportunidades de aplicação da tecnologia das pilhas de combustível nos edifícios de serviços e nas Pequenas e Médias Empresas (PME).

O hidrogénio é o mais abundante elemento do Universo. A sua transformação em energia eléctrica permite “reduzir a dependência face aos combustíveis fósseis, ao mesmo tempo que diminui a emissão de gases poluentes, como os de efeito estufa”, explicou. “Este tipo de tecnologia é ao mesmo tempo eficiente, porque reduz o consumo de energia primária, e amiga do ambiente”, resumiu, acrescentando que a única emissão produzida é vapor de água.


Questionado pela Lusa sobre os custos desta tecnologia, factor apontado como um dos obstáculos à sua disseminação, Aníbal Traça de Almeida admitiu que “ainda são elevados”, mas que se trata de “uma situação típica de tecnologia emergente”. “À medida que o mercado se for consolidando, a tendência será para os preços baixarem”, estimou.


Na sua intervenção, Elias Stefanakos, director de um centro norte-americano de energia limpa, apresentou várias alternativas para a produção de hidrogénio (que não se encontra isolado na natureza) através de energias renováveis.


À Lusa, Aníbal Traça de Almeida explicou que é fácil gerar electricidade através da energia eólica, solar, hídrica para posteriormente produzir hidrogénio. “O desenvolvimento sustentável passa pelo aproveitamento das energias renováveis”, notou, lamentando que em Portugal pouco se aproveite a energia solar (a mais elevada da Europa) ou hídrica (apenas utilizada em 50 por cento), e se dependa tanto dos combustíveis fósseis importados. “Falta uma estratégia de desenvolvimento de recursos endógenos que é urgente corrigir”, defendeu. “O único problema das energias renováveis é que são intermitentes e é necessário garantir um abastecimento constante”, continuou.


No entanto, a tecnologia hoje em discussão prevê o armazenamento do hidrogénio, que “depois seria transformado em electricidade através das pilhas de combustível, que são um portador energético, permitindo regular a oferta à procura”. Dentro de meio ano, estimou, o projecto coordenado pela Universidade de Coimbra, que conta com financiamento da União Europeia, entrará numa fase final, seguindo-se a instalação de projectos-piloto, promoção de visitas guiadas e mostras da tecnologia.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6517363)

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