Navio Gago Coutinho recebe 4,6 ME para equipamento científico 13 Novembro

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O Governo vai investir 4,6 milhões de euros no apetrechamento científico do navio “Almirante Gago Coutinho”, possibilitando a sua utilização, no prazo máximo de três anos, em projectos de investigação geológica e geofísica, foi hoje anunciado. A medida insere-se num protocolo que vai ser assinado segunda- feira entre o Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior, tutelado por Graça Carvalho, e o Ministério da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, liderado por Paulo Portas. O Governo reforça assim “a aposta no desenvolvimento das capacidades nacionais na área das ciências do mar”, segundo uma nota de imprensa.

Fonte do Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior explicou à Agência Lusa que este investimento de 4,6 milhões de euros em equipamentos, realizado através da Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai tornar possível a utilização do “Almirante Gago Coutinho” em projectos científicos. “Está contemplado um determinado período de dias por ano para que universidades e cientistas utilizem os equipamentos em projectos de investigação”, indicou, explicando que assim deixa de ser necessário recorrer a barcos estrangeiros.

Segundo a mesma fonte, o navio vai estar equipado e disponível para ser utilizado neste tipo de missões “dentro de dois a três anos”. A assinatura do protocolo realiza-se segunda-feira a bordo do navio “D. Carlos I”, atracado no Cais de Santa Apolónia, em Lisboa. Os dois ministérios tinham já assinado um protocolo para o apetrechamento científico do “D. Carlos I”, que no ano passado foi utilizado numa missão científica no Cabo de São Vicente que serviu, nomeadamente, para fazer estudos cartográficos e do fundo do mar, segundo a mesma fonte.

Construído nos Estados Unidos e lançado pela primeira vez ao mar em 1985, o “Almirante Gago Coutinho” foi transferido para a Marinha Portuguesa em 2000, tendo sido convertido em navio hidrográfico. Com 68,2 metros de comprimento e velocidade máxima de 11 nós, o navio destina-se à execução de levantamentos hidrográficos oceânicos, com multifeixe, e levantamentos de sísmica com equipamentos de casco, no âmbito do estudo da plataforma continental, segundo o Instituto Hidrográfico.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6511236)

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