Orçamento da Ciência Tem Mais Cerca de 60 Milhões para Investir em 2005 26 Outubro

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A ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior apresentou ontem o orçamento da tutela para 2005. Com um crescimento de mais de 25 por cento nas verbas dedicadas ao investimento da Fundação para a Ciência e Inovação, mas mantendo praticamente os mesmos valores do ano passado em relação aos outros institutos dependentes do MCIES, Maria da Graça Carvalho diz estar contente com o orçamento conseguido. E defende como uma prioridade a aposta na atribuição de 3600 bolsas de investigação entre 2005 e 2006.



“Estou contente com este orçamento. Mas não posso negar que tinha pedido mais para a ciência”, confessou ontem a ministra do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Maria da Graça Carvalho, na apresentação à comunicação social do orçamento para a área que tutela.


O investimento em ciência aumentou, comparativamente a 2004, na ordem dos 25,8 por cento. Esses dinheiros destinam-se exclusivamente ao investimento em ciência e inovação, ou seja, podem ser usados em projectos de investigação, e não no pagamento de despesas correntes. As verbas para a ciência representam 69,2 por cento dos montantes destinados ao investimento deste ministério: 280 milhões de euros de um total de 400 milhões.


Cerca de 113 milhões são, contudo, provenientes de investimento comunitário, apesar da contrapartida nacional ter vindo a ser crescente, como aliás é de esperar.


Em que é que se traduz este aumento? A maior fatia beneficia a Fundação para a Ciência e Inovação, a principal instituição financiadora do sistema de investigação científica nacional. As suas principais atribuições incluem o pagamento de bolsas de investigação, atribuídas individualmente, e dos programas plurianuais de financiamento das unidades de investigação.


Das instituições directamente dependentes do orçamento do MCIES, apenas o Museu da Ciência e da Técnica de Doutor Mário Silva, em Coimbra, e a Academia de Ciências de Lisboa vêem os seus orçamentos de investimento aumentar, embora ligeiramente. A instituição de Coimbra aumenta 14 mil euros em relação ao ano passado e a Academia de Ciências aumenta 61 mil euros. “Os restantes mantém os mesmos valores de 2004, à excepção do Instituto de Investigação Científica e Tropical, que diminui 275 mil euros”, disse Graça Carvalho.


Em relação ao orçamento de funcionamento dos restantes institutos dependentes do MCIES – O Instituto Tecnológico e Nuclear, o Instituto de Meteorologia e o Centro Científico e Cultural de Macau – apenas o de meteorologia vai ver aumentar as verbas para despesas de funcionamento. O Instituto de Meteorologia conta com mais 6,174 milhões de euros para pagar despesas correntes, desde ordenados a materiais necessários ao trabalho. “Os restantes mantém, não há nenhuma descida”, garantiu a ministra.


Maria da Graça Carvalho apontou ainda como uma das prioridades para 2005 o incentivo ao emprego científico, garantindo que, no triénio entre 2004 e 2006, conta atribuir cinco mil bolsas de doutoramento e pós-doutoramento, já a contar com as cerca de 1400 atribuídas este ano. “Significa isto que nos próximos dois anos esperamos atribuir mais 3600 bolsas”, referiu, frisando a aposta do seu ministério na formação de recursos humanos.


FONTE: Público

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