Formas de Levar a Internet de Banda Larga Aos Meios Rurais em Discussão no Porto 26 Outubro

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O acesso à Internet deve ter a mesma qualidade nos meios rurais ou nos grandes centros urbanos. Isto é fundamental para generalizar o acesso à sociedade da informação. Foram estas as ideias mais repetidas no primeiro dia da conferência “Desenvolvimento da Banda Larga em Áreas Rurais e Remotas”, que hoje termina na Fundação de Serralves, no Porto.


Durante dois dias, responsáveis de empresas e entidades ligadas às tecnologias de informação juntaram-se para debater a melhor forma de promover o acesso à Internet de banda larga nas zonas rurais. O evento foi organizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e pela Unidade Missão Inovação e Conhecimento (UMIC), a entidade governamental responsável pela sociedade da informação.



Se o acesso à Internet através de uma simples linha telefónica chega quase a toda a parte, o mesmo não se pode dizer do acesso através de banda larga (por cabo ou ADSL, por exemplo), que ainda não está disponível em muitas regiões. Mas maior largura de banda permite dispor de serviços que são inacessíveis com uma ligação mais lenta.


“Existe um desequilíbrio entre o litoral e o interior do país”, lembrou Morais Sarmento, ministro do Estado e da Presidência, para referir que, no que se refere ao acesso à sociedade da informação, tal desequilíbrio não tem que existir. “O sector das comunicações móveis é um exemplo emblemático”, disse, recordando a proliferação dos telemóveis por todo o país.


Morais Sarmento reiterou a aposta do Governo na Internet de banda larga e o objectivo de a fazer chegar, até ao final do próximo ano, a 50 por cento das famílias portuguesas. Para além disso, reafirmou o propósito de “modernizar a relação entre o Estado e os cidadãos” e lembrou vários projectos concretizados nesse sentido: o Portal do Cidadão, “com 700 serviços da administração pública disponíveis” ou a Biblioteca do Conhecimento Online (B-On), “que dá acesso a mais de 3500 publicações científicas.” Para 2005 está previsto um investimento público de 390 milhões de euros, adiantou.


Basílio Horta, que é embaixador e representante permanente de Portugal junto da OCDE, considerou também que a massificação da Internet de banda larga é uma prioridade. “Trata-se de aumentar a produtividade e assegurar a competitividade”. Por isso, “desenvolver a banda larga nas áreas rurais e remotas é um desafio-chave, que implica criar condições para a utilização efectiva dos instrumentos colocados ao serviço dos cidadãos.”


Cerca de 70 por cento do território nacional tem ainda uma cobertura deficiente no acesso à Internet através de banda larga, adiantou Diogo Vasconcelos, gestor da UMIC.


No primeiro dia de conferência, algumas empresas, como a Ericsson, a Alcatel, a Nortel, a Cisco ou a Intel, apresentaram as suas soluções para levar a Internet de banda larga até às zonas mais remotas. Hoje serão abordados os papéis dos governos e do sector privado, bem como a forma como a Internet de banda larga é contemplada nos programas governamentais de diversos países.


FONTE: Público

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