Museus de História Natural: Responsável lamenta abandono e defende divulgação 19 Outubro

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A directora do Museu Nacional de História Natural lamentou hoje o abandono a que estão votadas as valiosas colecções portuguesas neste domínio, apelando a um trabalho de divulgação que mostre à sociedade a riqueza deste espólio.

“Temos colecções espectaculares, extremamente ricas, mas, do ponto de vista da tutela, estão votadas ao abandono, desconhecem o seu valor”, sustentou Amélia Martins-Loução, catedrática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.



Segundo a directora do Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa, trata-se de um “espólio bastante rico”, incluindo diferentes colecções nos domínios da botânica, mineralogia e zoologia, com exemplares do continente e ilhas mas também do antigo Ultramar. Algumas das colecções remontam ao Século XVIII e pertencem sobretudo aos museus de história natural existentes em Coimbra, Lisboa, Porto e Madeira.


“Muitas delas encontram-se ao abandono, precisam de manutenção e tratamento, mas geralmente os museus são os +parentes pobres+ das universidades”, disse ainda a bióloga. Na perspectiva de Amélia Martins-Loução, “as pessoas responsáveis pelas colecções têm de ter uma postura inovadora, mais virada para o exterior”, pois é fundamental que elas sejam divulgadas.


Ao intervir numa sessão sobre “Colecções e Museus de História Natural. Que perspectivas?”, a catedrática destacou que estes espaços museológicos podem funcionar como fornecedores de serviços nos domínios da educação ambiental, formação e assessoria científica.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6435772)

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