Ciência: Secretário de Estado anuncia plano nacional de inovação 12 Outubro

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O secretário de Estado da Ciência e Inovação, Pedro Sampaio Nunes, anunciou hoje que o Governo está a preparar um plano nacional para estimular o trabalho conjunto entre universidades e empresas em determinados sectores tecnológicos.

O plano, que deverá estar pronto na próxima Primavera, segundo o secretário de Estado, foi anunciado durante a cerimónia de entrega do Prémio Científico IBM 2003, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a um trabalho na área da física que poderá ter aplicações na medicina, biologia ou indústria.



Lamentando a dificuldade de “transpor para o sistema produtivo, com resultados económicos, o conhecimento científico existente”, o secretário de Estado definiu o novo plano nacional como uma forma de aproximar empresas e universidades. “Estamos a preparar um plano nacional de inovação para fomentar a ligação entre universidades e empresas, identificando clusters com potencial científico onde seja preciso desenvolver parcerias”, explicou Pedro Sampaio Nunes aos jornalistas.


O objectivo, disse, é identificar nichos “onde é preciso actuar” em três áreas transversais – ciências da vida, tecnologias da informação e comunicação e nanotecnologias – e, depois, em áreas sectoriais que podem ir do calçado ao têxtil ou ao turismo. Com a colaboração da Agência de Inovação, da COTEC (fundação para a inovação tecnológica), Laboratórios Associados e de Estado, identificar-se-á “o que é preciso das universidades” e o que “as empresas podem fazer ou estão dispostas a fazer nessas áreas”.


“Com o plano deverá ser possível aumentar significativamente o número de patentes e a captação de fundos europeus de investigação”, considerou, lembrando medidas já tomadas para atrair o investimento privado em ciência. “O financiamento de bolsas de mestres e doutores em meio empresarial, a criação de unidades de investigação em meio empresarial ou o mecenato científico são exemplos da política dos três por cento”, enumerou.


O Governo quer aumentar para 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) o investimento em investigação e desenvolvimento até 2010, mobilizando o peso do sector privado no total da despesa. Actualmente o Estado suporta dois terços do investimento total realizado.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6425169)

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