Arqueólogos subaquáticos vão procurar vestígios de naufrágios 7 Outubro
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Arqueólogos subaquáticos vão estudar a costa marítima da Lourinhã, onde vários mergulhadores têm detectado, ao longo dos anos, objectos que indicam que naquela zona terão ocorrido naufrágios.
O Grupo de Estudos e Pesquisas Subaquáticas (GEPS), associação que se dedica à arqueologia náutica e subaquática, iniciou em Janeiro trabalhos de detecção na costa da Lourinhã e quer agora avançar na recuperação e estudo daquele património, divulgou hoje a autarquia.
Segundo a Câmara da Lourinhã, desde 1973 que mergulhadores amadores têm vindo a declarar à Capitania do Porto de Peniche a existência de cinco canhões, duas âncoras e duas arcas em Vale de Frades. Em 1986 foram recuperados pedaços de cerâmica, de uma garrafa de vidro, esferas de chumbo utilizadas como arma anti-pessoal e balas de mosquete em chumbo.
O GEPS, que começou os trabalhos subaquáticos para localizar o espólio declarado em 1973, já identificou um canhão em ferro, pequenas esferas de chumbo, uma bala de mosquete em chumbo e tiras de chumbo empregues na calafetagem do forro dos navios. “O conjunto destes artefactos e as características geo-morfológicas de Vale de Frades apontam para estarmos perante um naufrágio”, afirma em comunicado o vereador José Tomé. “Se tomarmos como exemplo o que sucedeu com o Galeão São Nicolau, naufragado na Ponta do Peralta (concelho da Lourinhã), em 1642, na sequência de uma tempestade, quando procurava a protecção da enseada, é possível aceitarmos a hipótese de que o navio de Vale de Frades poderá ter-se perdido em circunstâncias idênticas”, sustenta o autarca.
No sentido de confirmarem esta hipótese, os especialistas preparam-se para “a prospecção, com detecção de metais, de toda a zona circundante ao núcleo” de Vale de Frades. Os trabalhos decorrerão ao abrigo de um protocolo de colaboração que será assinado a 12 de Outubro entre a Câmara e a associação. A Câmara irá prestar apoio à associação, nomeadamente na montagem de corredores de prospecção e detecção de metais, no sentido da investigação de toda a área circundante ao núcleo já identificado.
O Protocolo prevê ainda a possibilidade de apoio à vinda de alunos do curso de História, na variante de arqueologia, da Universidade de Coimbra, no sentido de receberem formação prática.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6412791)


