PROTECH Pretende aproximar empresas e universidades 29 Setembro
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Unir esforços e impulsionar a investigação e desenvolvimento na área das tecnologias da informação (TI) é um dos principais propósitos das oito entidades que, na passada sexta-feira, assinaram um memorando de entendimento. PT Inovação, Siemens, Inesc, Inesc Porto, Inov — Inesc Inovação, Uninova, Adetti e FFCUL fundaram a ProTech para aproximar empresas e universidades e aumentar a participação portuguesa em projectos internacionais.
Na presença de Pedro Sampaio Nunes, secretário de Estado para a Ciência e Inovação, o grupo assumiu que pretende ter um papel preponderante no apoio à definição de politicas nacionais e europeias de investigação e desenvolvimento, assim como na canalização para Portugal de fundos para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia.
Com experiência na área da investigação e desenvolvimento e na participação em projectos internacionais, nomeadamente nos Programas Quadro da Comissão Europeia, os responsáveis do grupo agora criado consideram que as oportunidades nacionais se podem multiplicar com uma acção conjunta e uma organização em consórcio, face a um cenário internacional cada vez mais competitivo, de que são exemplo as novas normas de participação introduzidas no VI Programa Quadro.
A iniciativa ProTech assume-se como um primeiro passo para a criação de um consórcio que possa representar Portugal nos Programas Quadro da comunidade europeia, prometendo também agir no sentido de melhorar a comunicação entre universidades e empresas.
A nível nacional, a entidade agora constituída planeia trabalhar no sentido de permitir que um maior número de projectos de investigação académicos saia das universidades e se transforme em produtos comercializáveis, O apoio dos parceiros empresariais poderá também verificar-se em duas vertentes: na definição de áreas de investigação com maior potencial ou mesmo no processo de transformação dos conceitos em produtos.
João Picoito, “chief executive officer” (CEO) da Siemens Communications Portugal, explicou que a iniciativa surgiu a partir de várias conversas entre as diversas entidades, as quais levaram a constatar que uma acção conjunta seria mais eficaz do que vários esforços isolados. O responsável da Siemens admitiu ainda que, a prazo, a ProTech poderá integrar outras entidades, quer sejam empresariais ou instituições pertencentes ao sistema científico e tecnológico nacional. João Picoito referiu que têm sido anunciadas várias iniciativas como objectivo de melhorar o relacionamento entre investigação académica e empresas, as quais, no seu ponto de vista, têm contribuído para uma maior consciencialização das necessidades nacionais em matéria de inovação. No entanto, na opinião daquele responsável da Siemens, levará algum tempo até que sejam visíveis os primeiros resultados práticos.
“Juntámos um núcleo pequeno de empresas e entidades de investigação que achamos estarem melhor preparadas para desenvolver projectos nesta área”, explicou Leonor Almeida, directora-geral para a investigação e desenvolvimento na área da mobilidade da Siemens, justificando a escolha inicial dos parceiros.
O VI Programa Quadro arrancou em 2002 e prolongar-se-á até 2006, com um financiamento previsto de 16 mil milhões de euros. As entidades que integram o ProTech desenvolvem projectos para a segunda área prioritária definida pela Comissão Europeia, que engloba ciência, tecnologia e inovação.
FONTE: Público


