Instituto de Investigação Tropical Quer Reduzir Pessoal 23 Setembro

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Os funcionários do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), em Lisboa, reuniram-se ontem com dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, para discutir as medidas anunciadas pela direcção do instituto destinadas a reduzir o quadro de pessoal.


Com base na redução de dez por cento do orçamento para pessoal, a direcção do instituto, liderada por Jorge Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças, considerou necessário reduzir o quadro de pessoal, informou Artur Sequeira, dirigente do sindicato que esteve na reunião. E apresentou uma lista de 24 pessoas – desde investigadores a técnicos de laboratório e pessoal administrativo, em lugares a extinguir quando vagarem -, que foi entendida como uma lista de excedentários.



Esta situação gerou alguma perturbação no instituto, que tem a missão de seguir as políticas científicas e tecnológicas no âmbito da cooperação com os países das regiões tropicais e onde trabalham mais de 200 funcionários (a receber vencimentos).


Mas a ministra da Ciência e do Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho, que visitou o IICT na semana passada, garantiu que não se trata de uma lista de excedentários: pretendia-se, antes, facilitar a mobilidade entre instituições tuteladas pelo Ministério da Ciência, numa base voluntária.


“É uma mobilidade um bocado coerciva”, comenta Artur Sequeira, acrescentando que os trabalhadores estão preocupados com a sangria de quadros (muitos reformando-se antecipadamente), nos últimos anos. “Não se pode concluir que tem pessoal a mais só porque há uma redução de dez por cento do orçamento para pessoal.”


Artur Sequeira considera ainda a medida anunciada “extemporânea”, dizendo que só deveria ser tomada depois de estar publicada a regulamentação da lei orgânica do IICT, que definirá muitos aspectos da vida do instituto. Mas isto ainda não aconteceu. “Só depois de sair o decreto regulamentar é que se pode dizer quem está a mais ou a menos”, diz. “Os trabalhadores não concordam ainda com outra situação: estão a mandar embora investigadores e a meter bolseiros. Vêm para cá mais bolseiros.”


FONTE: Público

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