A Indústria de Portugal Precisa de Mão-de-obra Qualificada 23 Setembro
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Do que falamos quando falamos em inovação? Em qualificação e cooperação, diz John Hurt, especialista em inovação e cooperação da National Science Foundation dos Estados Unidos. Depois de ter redigido um relatório, a pedido do Governo português, sobre as potencialidades e fraquezas da indústria portuguesa em termos de inovação, Hurt realça agora que temos de incentivar mais a colocação de engenheiros e doutores da indústria.
John Hurt realça, entre os mais fortes trunfos da indústria portuguesa os moldes e a investigação na área dos polímeros. “Mas sabe quantos doutorados encontrei na última visita que fiz? Apenas um”, confessa. Hurt, director do programa de cooperação e inovação da National Science Foundation – a entidade que gere o financiamento público da investigação nos Estados Unidos – não poupa elogios ao nível da investigação feita em universidades portuguesas como a Universidade do Minho e o Instituto Superior Técnico. Mas há coisas que aconselha a mudar, como o facto de Portugal ter de deixar apenas de produzir componentes e ter de pensar em termos de todo o sistema.
No fundo, temos de deixar de especializarmos em produzir todas as peças da bicicleta para começar a fazer as próprias bicicletas, explica em termos metafóricos. E defende que para Portugal alcançar um novo patamar de desenvolvimento industrial, é muito importante o investimento na cooperação e troca de experiências com outros países, ao nível da formação de estudantes e também das empresas. A começar pelos EUA, a quem Portugal, realça, também tem muito para oferecer.
Foi isso que explicou ontem, numa conferência que deu para empresas, no Tagusparque, em Oeiras, a convite do embaixador dos Estados Unidos em Portugal, John Palmer, que descreve como um incentivador da cooperação luso-americana.
Entrevista completa em:http://jornal.publico.pt/publico/2004/09/23/Ciencias/H01.html
FONTE: Público


