Bolsas Bial procuradas por 531 investigadores de 24 países 20 Setembro
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O número de candidaturas às bolsas de investigação promovidas pela Fundação Bial atingiu este ano um valor recorde, com 169 propostas de 531 investigadores oriundos de 24 países, disse à Lusa fonte da empresa.
As bolsas, cujo prazo de entrega de candidaturas terminou a 31 de Agosto, destinam-se a trabalhos de investigação científica nas áreas da neurofisiologia e da parapsicologia, cada um dos quais apoiado com verbas que variam entre os cinco e os 50.000 euros.
Nascidas há 10 anos por iniciativa do presidente da farmacêutica portuguesa Bial, Luís Portela, as bolsas têm por objectivo incentivar a investigação do homem nas perspectivas física e espiritual em áreas pouco exploradas pelas ciências ditas tradicionais.
Se nos primeiros anos os investigadores candidatos a estes apoios eram maioritariamente portugueses, actualmente são esmagadoramente estrangeiros, envolvendo mesmo instituições internacionalmente prestigiadas como as universidades de Harvard, Durham ou da Virgínia (Estados Unidos), Bristol, Londres, Edimburgo e Northampton, assim como o King+s College (Grã-Bretanha).
As 169 candidaturas apresentadas este ano partiram de investigadores ou equipas de países como a Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Israel, Itália, Japão, México, Noruega, Portugal, Reino Unidos, Rússia, Suécia e Suiça. Até Novembro, o Conselho Científico da Fundação Bial vai analisar as candidaturas, de modo a seleccionar as que virão a ser apoiadas com as bolsas.
O Conselho Científico é constituído por nomes da ciência nacional e internacional como Adriano Vaz Serra, António Coimbra, António Damásio, António Fernandes da Fonseca, Caroline Watt, Daniel Sampaio, Dean Radin, Dietrich Lehmann, Edwin May, Fernando Lopes da Silva, Hanna Damásio, Jerome Kagan, Óscar Gonçalves e Peter Fenwick. Luís Portela adiantou à Lusa que não há um número estipulado de bolseiros a apoiar, ficando a sua selecção definida por critérios do interesse e da qualidade dos projectos e não por questões económicas e orçamentais.
“Isto apesar de este ano a Fundação Bial ter de ter alguns cuidados de contenção, devido à conjuntura económica”, salientou. Dez anos depois da primeira edição das bolsas, Luís Portela considera que ao longo da década todas as expectativas foram ultrapassadas. “Há dez anos seria impensável imaginar que em 2004 teríamos 169 candidaturas de 24 países, envolvendo 531 investigadores. Se tomarmos em conta o número total de cientistas a trabalhar nos dois nichos abarcados pelas bolsas, a neurofisiologia e a parapsicologia, vemos que as bolsas Bial acabam por abarcar uma percentagem muito importante do total”, salientou.
O lançamento das bolsas Bial, em 1994, surgiu na sequência da convicção de Luís Portela de que a ciência poderia contribuir mais do que tinha feito até então na tentativa de interpretação e compreensão das vertentes mais espirituais da espécie humana e da sua interacção com o universo. Lançadas de dois em dois anos, as bolsas Bial foram nas edições anteriores procuradas por 1.289 investigadores de 26 países, que apresentaram a concurso 404 projectos, tendo sido apoiados 142 trabalhos, englobando 449 cientistas.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6361169)


