Assembleia da República Abre Hoje as Portas a Exposição de Dinossauros 15 Setembro

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A partir de hoje tarde, a Assembleia da República, em Lisboa, tem uma exposição muito especial: ossos de dinossauros da Lourinhã. “Pretendemos divulgar os dinossauros e dar a conhecer a imensa riqueza paleontológica do nosso país junto da população em geral e do poder político em particular”, afirmou o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e responsável por esta exposição. Os fósseis estão em exibição no átrio principal do Parlamento e a mostra estará aberta ao público de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00, até 15 de Outubro, com entrada livre.


A exposição conta com seis grandes exemplares e dez ítens mais pequenos. Por exemplo, os visitantes poderão observar os ossos verdadeiros de um “Dacentrurus” (um estegossauro português, que tinha uma crista de ossos ao longo das costas e da cauda) e de um dinossauro carnívoro de 4,5 metros de comprimento, o “Lourinhanosaurus”, com cerca de 150 milhões de anos.



No capítulo dos grandes fósseis, estará lá para ver também uma pata completa de um “Camarasaurus”, com cinco metros, e o crânio de um “Allosaurus”. Além destes fósseis, estará também na Assembleia da República a réplica de um esqueleto completo de um “Stegosaurus”, originário da América do Norte.


Além destes grandes exemplares, poderão ainda ser vistos ovos e embriões de dinossauros carnívoros, que o museu diz serem de um “Lourinhanosaurus”, e descobertos em Portugal, na zona da Lourinhã.


Estes ovos e ossos de embriões fossilizados representam uma das descobertas mais extraordinárias feitas até à data, pela sua antiguidade e excelente conservação. São os embriões de dinossauros carnívoros mais antigos do mundo, com cerca de 150 milhões de anos. O ninho onde estavam continha mais de uma centena de ovos fossilizados e, em quatro deles, ainda se encontram os ossos de embriões.


Outros destaques vão para uma pegada de dinossauro, coprólitos (excrementos fossilizados) e gastrólitos (pedras estomacais). Segundo explicou Octávio Mateus, estes gastrólitos serviam para moer os alimentos no estômago dos dinossauros. Outros animais, como algumas aves – que muitos cientistas consideram ser um ramo dos dinossauros que sobreviveu à extinção, há 65 milhões de anos, provavelmente causada pelos efeitos da colisão de um grande meteorito com a Terra.


Uma curiosidade é o facto de os ossos do “Lourinhanosaurus” serem utilizados pelos cientistas como referência para fazer a classificação de fósseis.


Todos os ossos apresentados são verdadeiros, à excepção dos do “Stegosaurus” e da pata do “Camarasaurus”, que são réplicas, embora o Museu da Lourinhã tenha a pata original deste último bicho. E à excepção do “Stegosaurus”, todos os exemplares foram descobertos no concelho da Lourinhã. “O museu tem a pata original, mas esta pesa quase 700 quilos e, por questões de transporte e montagem, optámos por trazer a réplica, até porque se torna visualmente mais atractiva”, disse Octávio Mateus.


Esta exposição faz parte de um projecto de abertura da Assembleia da República à sociedade civil, preconizada pelo seu presidente, João Mota Amaral. “O Museu da Lourinhã quer expandir-se à comunidade em geral e também ao sector político”, afirmou Octávio Mateus.


Esta iniciativa pretende ainda alertar para a necessidade de protecção do património paleontológico de Portugal, nomeadamente para a construção de um novo museu. “Temos o projecto, há já alguns anos, de criar um Museu Jurássico. Mas para isso precisamos, obviamente, de apoio político”, sublinhou Octávio Mateus.


FONTE: Público

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