Galopim de Carvalho Bartender 10 Setembro

Comments Off

Alentejano de Évora, onde nasceu em 1931, Galopim de Carvalho é licenciado em ciências Geológicas pela Universidade de Lisboa (1959) e doutorado em Geologia pela mesma Universidade (1969). Já fez um pouco de tudo: foi carpinteiro, aprendiz de sapateiro, caixeiro de mercearia, ferrou cavalos, alimentou leões no circo, vendou material de escritório e foi delegado de informação médica.


Responsável pelo carinho do público pelos dinossauros, fez “lobby” da questão das esquecidas pegadas da pedreira de Carenque, Sesimbra – Espichel, um dos trilhos mais longos do Cetáceo e conseguiu salvar as pegadas. É um símbolo nacional da defesa e preservação do património cultural e científico, nomeadamente de sinais marcantes da riquíssima evolução da história natural.


Dirigiu inúmeros projectos de investigação, de que são exemplo a “Paleontologia dos vertebrados fósseis do Jurássico superior da Lourinhã e Pombal” e “Icnofósseis de dinossáurios do Jurássico e do Cretácico Português”.


Dirige e integra diversos organismos nacionais e internacionais, nomeadamente a comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO. Foi colaborador dos Serviços Geológicos de Portugal e trabalhou no Centro de Estudos Geográficos, do Instituto de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa e no Centro de Estudos Ambientais.


Foi consultor científico da RTP para as séries televisivas de divulgação científica na área das Ciências da Terra. Participou e dirigiu várias exposições. Contudo, devido ao enorme impacto causado, sobressai a famosa “Dinossáurios regressam a Lisboa”, que contou com 347 000 visitantes em apenas 11 semanas.


Em 1993, foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada e foi distinguido pela Casa da Imprensa com o prémio “Bordalo” para a Ciência, em 1994.


Publicou diversos trabalhos e artigos científicos em revistas nacionais e internacionais das diversas especialidades em que desenvolveu investigação.

É responsável por livros didácticos e de divulgação, como “Morfogénese e Sedimentógénese” (1996), “Petrogénese e Orogénese” (1997) e “Introdução à cristalografia e Mineralogia” (1997). Publicou também alguns livros na área da literatura de ficção: O Cheiro da Madeira (1994), o Preço da Borrega (1995) e “Os Homens não Tapam as orelhas” (1997). Foi Director do Museu Nacional de História Natural durante vários anos.


É Professor Jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.


Os comentarios estão fechados.

Artigos relacionados

    Investigar em RSS