Equipa liderada por português descobre pequeno planeta extra-solar 25 Agosto
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Uma equipa europeia de dezasseis astrónomos liderada pelo português Nuno Cardoso Santos, do Observatório Astronómico de Lisboa, descobriu o mais pequeno planeta fora do Sistema Solar alguma vez detectado.
Para o investigador português, o novo planeta extra-solar (ou exoplaneta) – que orbita em redor de uma estrela que não o Sol – é uma espécie de super-Terra.
Até agora foram descobertos mais de cem planetas gigantes, semelhantes a Júpiter, noutros sistemas solares. Este é um pouco mais parecido com a Terra. Apesar de ter 14 vezes mais massa, é um planeta terrestre, rochoso, e não gasoso, o que é um salto muito grande”, contou, à Agência Lusa, Nuno Cardoso Santos. Uma das particularidades desta descoberta é que este é o mais pequeno planeta extra-solar alguma vez detectado, dado que todas as outras descobertas de planetas extra-solares (mais de cem até agora segundo o astrónomo português) pertencem à chamada classe de “planetas gigantes”.
A massa do novo planeta tem semelhanças com a de Urano, o mais pequeno dos planetas gigantes (gelados) do Sistema Solar. No entanto, é muito provável que os dois corpos sejam muito diferentes, dada a distância a que cada um se encontra da sua estrela, o que tem consequências fundamentais na formação e estrutura de cada um, sustenta. À Lusa, Nuno Cardoso Santos adiantou que a nova descoberta poderá contribuir para “compreender como se formam os planetas” e ainda perceber como surgiu a vida, até porque “a vida só é possível num planeta terrestre”.
O novo planeta extra-solar orbita a estrela mu Arae (a 50 anos- luz do Sol e com brilho suficiente para ser observada a olho nu), localizada na constelação do Altar, e completa o ciclo em torno da sua estrela em 9,5 dias. Este é o segundo planeta a ser descoberto em volta desta estrela, sendo que o primeiro tem dimensões semelhantes a Júpiter e completa a sua órbita em 650 dias. A descoberta foi possível graças ao rigor do espectrógrafo HARPS, do telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla, no Chile, que pertence ao Observatório Europeu do Sul (ESO). O equipamento permite a medição das velocidades radiais com uma precisão superior a um metro por segundo.
Da equipa liderada por Nuno Santos faziam parte astrónomos de laboratórios e observatórios franceses e suíços. Em Maio, foi anunciada uma outra descoberta com a participação que Nuno Cardoso Santos, pós-doutorando no Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa/Observatório Astronómico de Lisboa. Nessa altura, integrado numa equipa europeia, o português descobriu dois novos planetas fora do sistema solar, um deles a seis mil anos-luz da Terra. Os dois planetas ficam na mesma Galáxia que o Sol, giram em volta de estrelas idênticas e são de grande dimensão, semelhante à de Júpiter, o maior planeta do sistema solar.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6299532)


