Cortes Financeiros Marcam Oitavo Ano de Actividades nas Férias 2 Agosto

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Num balanço do Ciência Viva no Verão, foi dito ontem que este ano haverá menos uns 600 eventos de divulgação científica em relação a 2003. Esta redução deve-se a dificuldades financeiras, segundo Rosália Vargas, directora da agência Ciência Viva. Mesmo assim, a redução dos eventos não foi tão grande como a do dinheiro, acrescentou, em conferência de imprensa. “O número de instituições participantes não varia, o número de acções que fazem é que baixa.”



Para a edição de 2004 do Ciência Viva no Verão, foram pedidos, mas ainda não estão aprovados, 162 mil euros ao gabinete de gestão do Programa Operacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Assim, as instituições que organizam os eventos no âmbito do Ciência Viva no Verão ainda não sabem se vão receber o dinheiro que gastarem. “Foi dito claramente às instituições, dadas as condições actuais de restrição financeira relativamente ao Ciência Viva, que é natural que o financiamento não viesse no montante que achamos necessário.” Daí o número de eventos ser menor, que houvesse entretanto cerca de 200 desistências de acções e fosse mesmo cancelada uma das actividades, o Ciência Viva com os Faróis, já que as instituições, e neste caso a Marinha, teriam de arcar com as despesas.


Além do dinheiro (em 2003, a iniciativa contou com 480 mil euros), Rosália Vargas falou de “outras restrições”, aludindo às actuais orientações políticas. “São decisões políticas que têm de ser tomadas no sentido de apoiar o Ciência Viva”, clarificou. “Não conhecemos nenhuma instituição a nível internacional – porque não existe – com este tipo de trabalho, organizado desta forma, com esta regularidade e envolvendo a comunidade científica”, disse sobre o projecto. Emanuel Maranha das Neves, presidente da Academia de Engenharia, presente na conferência, sublinhou a importância deste programa, que é visto como um modelo noutros países para despertar o interesse dos jovens pela carreira científica. “Não estamos a falar de verbas astronómicas, mas de alguma coisa que é um investimento para o futuro.”


FONTE: Público

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