Jorge Sampaio Considera Urgente Fixar Cientistas 30 Julho

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A fixação de investigadores é “um desafio crucial para o futuro” de Portugal. O repto foi lançado ontem pelo Presidente da República (PR), Jorge Sampaio, durante a inauguração da Unidade de Sólidos, Líquidos e Pastosos da Labesfal, uma das mais importantes empresas farmacêuticas nacionais, em Campo de Besteiros, Tondela.


“Se queremos ter a possibilidade de influir nas condições do nosso desenvolvimento, temos de ter uma acrescida capacidade científica e tecnológica. É absolutamente decisivo que se criem condições para a fixação de investigadores”, reiterou Sampaio, sublinhando que “há uma enorme falta de cientistas em todo o mundo e começa também a haver em toda a Europa”.



Enaltecendo o exemplo da Labesfal, que, lutando contra as “insuficiências e dificuldades do interior”, continua a apostar em “tecnologias inovadoras”, Sampaio sublinhou que “este tipo de aposta deve ser a sequência de um apetrechamento cada vez mais forte de Portugal, naquilo que é a sua dinâmica científica e de inovação”. E vincou: “Hoje há condições melhores do que há 20 ou 10 anos para fixar pessoas e fazer investigação. Para ter alguma autonomia estratégica.”


“Se conjugarmos a iniciativa empresarial e os apoios indispensáveis (…), aumentamos a nossa capacidade de autonomia e afirmação”, concluiu, acrescentando que o sector farmacêutico, “onde a capacidade tecnológica é o “bê-á-bá”, é o “centro daquilo que vai ser o futuro do empreendimento”. Sampaio aproveitou a oportunidade e a presença do ministro da Saúde reconduzido para sublinhar que “o desenvolvimento do sistema de saúde, nos últimos dois anos, com novas formulações das redes de cuidados primários e hospitalares, não deverá pôr em causa o direito à protecção da saúde dos portugueses”.


A existência da Entidade Reguladora de Saúde, disse ainda, “não se pode limitar à sua criação legal” e exigiu a sua “operacionalização”, de modo a garantir “os valores da equidade, do acesso aos cuidados de saúde com qualidade e a segurança dos direitos dos utentes”.


“A indústria farmacêutica portuguesa tem sabido responder com elevação e qualidade a este importante desafio das condições de saúde dos portugueses”, sublinhou Sampaio por fim, destacando a forte aposta nos medicamentos genéricos.


FONTE: Público

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