Pavilhão do Conhecimento: Cinco anos comemorados com uma estreia e um desejo 24 Julho
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Pavilhão do Conhecimento vai comemorar o seu quinto aniversário domingo com a estreia de actividades para crianças hospitalizadas, numa altura em que os responsáveis pedem o retomar “de boas práticas na política de divulgação científica”.
Como “A Ciência faz bem à saúde”, entre as 11:00 e as 13:00 de domingo as crianças internadas no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra) vão poder assistir às actividades científicas organizadas pelo departamento educativo do Pavilhão, o departamento da Criança do hospital e a Associação Fernandinhos e Companhia (associação de solidariedade).
“Pensamos alargar esta ideia de levar actividades científicas a crianças com mais de seis anos que não podem vir até nós a outros hospitais. Esta vai ser a primeira de muitas”, disse à Agência Lusa Rosália Vargas, directora do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva. Em cinco anos, com programas que permitiram a muitas crianças dormir com a ciência ou serem feiticeiros por uma noite, enquanto outros navegavam pela Internet ou debatiam temas variados em cafés de ciência, o Pavilhão recebeu mais de um milhão e 300 mil visitantes, treze exposições temporárias e quatro permanentes.
Para assinalar o aniversário, a equipa preparou um programa especial para todo o domingo, com entrada gratuita. O Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva surgiu como pólo dinamizador da rede de centros Ciência Viva e da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, criadas do ex-ministro da Ciência e da Tecnologia, José Mariano Gago. À Lusa, Rosália Vargas pediu como prenda por estes cinco anos de vida “a notícia do retomar de boas práticas na promoção da divulgação científica”, acrescentando que “nos últimos dois anos” o trabalho realizado tem sido feito “em condições dificílimas”.
Em Junho, o ministério da Ciência e do Ensino Superior alterou o modelo de financiamento dos projectos de divulgação científica, até agora concentrado na Ciência Viva. A Agência, que era responsável por projectos de divulgação e avaliadora de projectos candidatos, bem como gestora dos fundos comunitários do programa operacional POCTI, passa ter de concorrer a financiamento a par das outras instituições. O novo modelo prevê que os projectos candidatos, nas três áreas prioritárias para executivo, sejam avaliados por uma comissão de treze cientistas criada pelo Governo, e os restantes por painéis independente nomeados pelo gestor do POCTI.
“Temos feito um trabalho variado como elemento polarizador de acções, envolvendo toda a comunidade científica e as escolas, o que tem recebido notas positivas em relatórios internacionais”, sustentou, garantindo que essa acção continuará a ser feita “sem desistências”. “Sempre concorremos a financiamento. O que há de diferente e era importante é que a Ciência Viva tem um contrato-programa com o POCTI para a promoção da cultura científica e tecnológica”, frisou. Além do “A Ciência faz bem à saúde”, os cinco anos do Pavilhão vão ser assinalados com exposições e actividades preparadas pelos nove Centros Ciência Viva existentes (Faro, Coimbra, Porto, Santa Maria da Feira, Vila do Conde, Amadora, Constância, Aveiro) ao longo de todo o dia.
Das 15:00 às 18:00 o enólogo Virgílio Loureiro, professor do Instituto Superior de Agronomia, o chefe de Cozinha Luís Baena e investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Aveiro vão apresentar experiências científicas com bolos e bolhinhas no espumante.
A iniciativa enquadra-se num dos programas do Pavilhão – “A Cozinha é um laboratório”. Haverá ainda animação musical no exterior do Pavilhão, com um grupo infantil de percussão da Freguesia da Brandoa, e o habitual “Parabéns a Você” cantados pelos sócios do Clube do Pavilhão do Conhecimento – pais e filhos que visitam frequentemente o Pavilhão.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6206574)


