Alexandre Quintanilha 16 Julho
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Alexandre Quintanilha nasceu em Lourenço Marques (Maputo) a 9 de Agosto de 1945, o dia em que foi lançada a bomba atómica sobre Nagasaki. É licenciado em Física Teórica pela Universidade de Witwatersrand (Joanesburgo, África do Sul), a mesma que lhe concedeu o grau de Doutor em Física do estado sólido, em 1968. Ultrapassado este desafio, Alexandre Quintanilha decidiu dedicar-se à Biologia, na Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA), onde permaneceu até 1991.
A mudança para a Biologia exigiu uma grande capacidade de adaptação, sobre a qual diz: “Recordo-me de um dia, quando já trabalhava na Universidade da Califórnia, em Berkeley, que o laboratório inteiro parou para ver o físico teórico dissecar um rato”.
Já em Berkeley foi nomedo director do Centro de Estudos Ambientais, tendo desenvolvido um grande volume de investigação nessa área. Entre 1983 e 1990 foi director assistente no Laboratório Nacional Lawrence, secção de Energia e Ambiente, e, entre 1987 e 1990, desempenhou o cargo de director do Centro de Estudo de Tecnologia da Biosfera.
Regressa a Portugal em 1990 e no ano seguinte é nomeado director do Centro de Citologia Experimental e para professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). Actualmente é Professor Catedrático do ICBAS , director do Centro de Citologia Experimental e coordenador do Instituto de Biologia Molecular e Celular.
Em 1993 foi agraciado como Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada e, no ano seguinte é eleito Membro da Academia Europeia.
Foram dele as primeiras palavras públicas apaziguadoras quando a opinião pública portuguesa tomou conhecimento da sequenciação do genoma humano. “As pessoas têm muito medo do que não conhecem. Pareceu-me importante nessa altura dizer que a genética, como ciência, não é boa nem má. É a sua aplicação que pode ser benéfica ou prejudicial. Ora, com esta descoberta, o nosso contrato com a sociedade vai ser certamente repensado, mas o genoma humano pode ter aplicações fantásticas. Imagine um indivíduo que saiba que tem propensão a desenvolver uma arteroesclorose e que, por isso, se previna melhor do que o resto da população. Por outro lado, imagine uma seguradora que exija aos seus segurados um mapa genético antes de aceitar qualquer contrato. Por isso, digo que o conhecimento científico é sempre louvável. A sua aplicação, essa sim, deverá ser bem ponderada!”, remata (citação de uma entrevista dada à revista National Geographic Portugal).
Publicou mais de 90 de artigos em várias revistas científicas de nível mundial, foi editor / autor de 6 volumes em áreas da Biologia e Ambiente, foi consultor redactorial da Enciclopédia de Física Aplicada e escreveu dezenas de artigos e relatórios em livros, revistas e jornais de divulgação, sendo ainda coordenador e autor de vários trabalhos nas áreas da Biologia, Ambiente e Física Aplicada.
Presentemente, os seus interesses são o stress biológico, o risco e os museus de ciência.


