Portugal apoia mobilidade de investigadores 8 Julho

Comments Off

Portugal vai participar na rede europeia de centros de mobilidade de cientistas apresentada em Paris a 30 de Maio, com 15 locais espalhados por todo o país, cuja missão é
facilitar a instalação dos investigadores em território nacional.

Os centros portugueses estarão instalados essencialmente nas universidades públicas, mas também no Instituto Gulbenkian de Ciência, na Agência de Inovação, na Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e no Gabinete de Relações Internacionais da
Ciência e do Ensino Superior (GRICES).


De acordo com Gabriela Lopes da Silva, directora do serviço de informação e documentação da FCT, «vai haver uma formação de pessoas para saberem responder às questões locais, como o alojamento, a escola para as crianças, a aprendizagem de
línguas ou a oferta cultural». Apesar de alguns destes serviços já existirem, a integração na nova rede (ERA-MORE) representa «um salto qualitativo com mais informação disponível», frisou Gabriela
Silva. A informação sobre as questões nacionais, como as oportunidades de emprego, a cobertura da segurança social ou as obrigações fiscais, estará centralizada em inglês num portal na Internet a lançar até ao final do ano.
      
Além da informação «estática» sobre, nomeadamente, a legislação portuguesa, este portal terá um sistema de tradução automática para português das ofertas de emprego em inglês e francês para permitir uma actualização mais rápida. Com dois centros a funcionar em pleno (FCT e GRICES), a rede portuguesa deverá arrancar no final do ano e representa um investimento de 400.000 euros, partilhados a 50% pela União Europeia e o Estado português.
      
A rede de centros a nível europeu vai contar com 200 centros em 33 países, dentro e fora da União Europeia. A apresentação da rede europeia foi feita formalmente pelo comissário europeu para a Investigação, Philippe Busquin. Estima-se que, para atingir os objectivos propostos nos conselhos europeus de 2000, em Lisboa, e de 2002, em Barcelona,nomeadamente o investimento de três por cento do PIB na investigação, a UE deverá recrutar entre 500.000 e 700.000 cientistas até 2010. A iniciativa surge no âmbito de um conjunto de iniciativas que visam melhorar a atractividade da UE para os cientistas de todo o mundo, para suprimir os obstáculos à sua mobilidade na Europa e para promover a profissão de investigador a nível europeu.
      
Além da rede ERA-MORE, lançada hoje, foi criado no ano passado o portal na Internet ERA-Carreiras, destinado a facilitar a procura de empregos e que tem informação sobre bolsas e legislação. Está ainda em desenvolvimento o programa “Investigadores na Europa” 2005, que visa sensibilizar o reconhecimento social da profissão do investigador. Estas medidas pretendem travar a «fuga de cérebros» da Europa e promover a sua mobilidade e, ao mesmo tempo, atrair trabalhadores qualificados de países terceiros para a indústria e laboratórios europeus.
      
A Europa é actualmente uma das maiores fontes de licenciados, com 2,14 milhões em 2000 (contra 2,07 milhões nos EUA e 1,1 milhões no Japão), 26 por cento dos quais na área da ciência e tecnologia (21 por cento no Japão e 17 por cento nos EUA). No entanto, a proporção de cientistas é de apenas cinco por cada 1.000 habitantes na Europa, inferior aos oito por 1.000 nos EUA e nove por 1.000 no Japão. Um dos objectivos da Comissão Europeia é duplicar o orçamento destinado à investigação até 2010.


FONTE: Ministério da Ciência e do Ensino Superior

Os comentarios estão fechados.

Artigos relacionados

    Investigar em RSS