Exposição mostra ligação da Engenharia e Neurologia no estudo do cérebro 7 Julho

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Os desenvolvimentos da Neurologia e da Engenharia no funcionamento e no estudo das capacidades do cérebro humano são o tema da exposição ENG+NEURO, que poderá ser visitada no Porto até 05 de Novembro, anunciou fonte da organização.


A “intrínseca ligação” da Engenharia à Neurologia vai estar em exposição na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e pretende, sobretudo, despertar nos jovens o interesse e a atracção pela investigação científica.



Em entrevista à Agência Lusa, Pedro Guedes de Oliveira, comissário da exposição, referiu que esta iniciativa constitui uma forma de mostrar como se tem aliado a biologia à engenharia ao longo dos tempos, tendo como prioridade os desenvolvimentos realizados na Neurofisiologia Clínica, mais precisamente, no âmbito do funcionamento normal ou patológico e capacidades do cérebro. “Muita da observação de que a medicina necessita, para avaliação clínica do estado de um paciente, requer ou, pelo menos, beneficia largamente do apoio que a tecnologia lhe pode prestar”, explicou.


Segundo o professor catedrático, “este apoio permite ver o que a olho nu é invisível, extraindo e guardando informação não acessível de outro modo e facilitando a interpretação dessa mesma informação”. Por outro lado – continuou – “a engenharia tem tentado identificar funções encontradas no mundo dos seres vivos para as usar como inspiração para os seus desenvolvimentos”. De acordo com Pedro Guedes de Oliveira, na exposição está patente uma mostra geral sobre o funcionamento (normal ou patológico) do cérebro e das suas capacidades e potencialidades.


Os visitantes podem ficar a conhecer um pouco da história dos instrumentos e métodos usados em neurofisiologia clínica, desde o “velho” electroencefalograma (EEG), que permite medir a actividade eléctrica na cabeça, até às mais recentes técnicas do magnetoencefalograma (MEG) e da imageologia anatómica ou funcional, explicou. A ENG+NEURO estabelece ainda, de acordo com a organização do evento, os marcos mais importantes da evolução da inteligência artificial (IA) em que se tem procurado desenvolver algoritmos que permitam ao computador executar tarefas tradicionalmente acessíveis apenas ao Homem. A este respeito, o comissário lembrou o trabalho do investigador António Damásio na compreensão da linguagem natural, do raciocínio lógico, dedutivo e indutivo, na tradução entre línguas e, mais recentemente, nos sistemas ditos “mentalistas” guiados por crenças, desejos e intenções que permitem simular emoções. “A engenharia tenta, assim, imitar o processamento do cérebro humano para fazer computação”, concluiu.


A exposição tem como foco os desenvolvimentos realizados na Neurofisiologia Clínica do Hospital Geral de Santo António, no Porto e em vários centros de engenharia, quer na Universidade de Aveiro quer na Universidade do Porto. Pedro Guedes de Oliveira lembrou o grande número de investigadores portugueses que tem dado o seu contributo nestas áreas. “É importante referir que quer a Engenharia Biomédica, em geral, quer a Inteligência Artificial, são áreas em que a comunidade científica portuguesa tem tido um papel internacional de inquestionável relevância”, frisou.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6172483)

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