Cerca de 200 cientistas portugueses reúnem-se em Coimbra 25 Junho
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Cerca de duas centenas de cientistas portugueses são esperados num fórum internacional que decorre em Coimbra, entre 12 e 14 e Julho, para discutir as melhores formas de travar a “fuga” de investigadores do país.
No Fórum Internacional de Investigadores Portugueses, organizado pela Universidade de Coimbra, são esperados cerca de duas centenas de cientistas, alguns dos quais a trabalhar em prestigiados centros de investigação no estrangeiro, revelou à Agência Lusa o físico Carlos Fiolhais, da organização.
A intenção é, durante três dias, pôr em diálogo investigadores que nasceram em Portugal e trabalham no estrangeiro e os que permanecem no país e desenvolver canais de comunicação e colaboração futura que potenciem recursos e fomentem a mobilidade. As questões da investigação científica, cultura científica e ensino das ciências básicas e engenharias, o seu papel no mundo e o confronto da realidade portuguesa com países mais desenvolvidos, como a França, Inglaterra, Alemanha e EUA, são alguns assuntos de reflexão dos participantes.
Serão ainda objecto de confronto de ideias os novos desafios que a tecnologia, indústria e sociedade colocam hoje às ciências básicas e engenharias, nomeadamente em domínios da nanotecnologia, tecnologias da informação e comunicação, indústria espacial, biotecnologia e ambiente. Carlos Fiolhais, vice-presidente da comissão organizadora, adiantou à Agência Lusa que no fórum é esperado um número mais elevado de cientistas jovens. “O futuro da ciência passa muito pela criatividade dos jovens”, sustentou o físico da Universidade de Coimbra, lembrando que o autor da teoria da relatividade (Einstein) realizou os seus principais trabalhos aos 26 anos.
O Fórum Internacional de Investigadores Portugueses – acrescentou – enquadra-se também nos propósitos a que o actual Governo se propôs, de oferecer condições especiais para fazer regressar ao país cientista que estão a trabalhar no estrangeiro. “É preciso dar uma perspectiva às pessoas, dar-lhe estímulos e acarinhar-lhes o trabalho”, frisou Carlos Fiolhais, salientando que os cientistas “gostam que o que fazem seja apreciado, o que muitas vezes não acontece”.
Os matemáticos Irene Fonseca (USA) e Marcelo Viana (Brasil), os físicos Manuel Paiva (Bélgica) e Luís Nunes Amaral (USA), e os “engenheiros” José António Fortes, José Fonseca de Moura e Manuela Veloso (todos em centros de investigação nos EUA) são alguns dos cientistas emigrados que estarão presentes em Coimbra.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-6141250)


