Asteróides mudam de cor com a passagem do tempo 20 Maio

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Astrónomos da Universidade do Hawai (EUA) conseguiram demonstrar que os asteróides mudam de cor com a passagem do tempo, o que permitirá datar esses objectos celestes, noticia quinta-feira a revista científica britânica Nature. A descoberta explica por que razão os meteoritos mais comuns, conhecidos por condrites, são azulados, enquanto que os asteróides de que procedem são avermelhados.



Para obter as provas que sustentam o trabalho, os seus autores aplicaram vários métodos de datação aos asteróides, cuja antiguidade oscila entre seis milhões e 3.000 milhões de anos, e fizeram medições precisas de mais de 100.000 amostras, catalogando-as. Segundo explica o coordenador da equipa, Robert Jedicke, “os asteróides tornam-se mais vermelhos com o tempo, exactamente da mesma maneira e ao nível que permite explicar o mistério da diferença de cor entre estes e os meteoritos do tipo condrite”. No entanto, acrescenta, embora não tenha sido encontrada uma ligação entre os dois tipos de objectos, desconhece-se ainda a causa do desgaste espacial, um efeito com o qual, há 30 anos, os cientistas tentaram explicar essa mudança cromática.


Os meteoritos, cuja superfície se danifica durante a travessia da atmosfera terrestre, são normalmente estudados em laboratório através da observação dos seus cortes recentes e do seu interior. Os peritos consideram que a cor característica da superfície dos asteróides se relaciona com a presumível alteração que sofrem os materiais superficiais do corpo pela sua exposição, durante milhares de milhões de anos, às radiações solares e cósmicas, assim como pelo efeito do aquecimento causado pelo impacto com outros asteróides. Quando os investigadores aperfeiçoarem as suas análises e obtiverem mais cores através do estudo das superfícies dos asteróides mais jovens que se conhecem, será possível datar qualquer asteróide a partir da cor da sua superfície.


FONTE: Lusa (Notícia SIR-6045693)

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