Sintra vai ter museu de ciência 17 Maio
Comments Off
As antigas oficinas da Rodoviária Nacional, na Ribeira de Sintra, vão ser transformadas num pólo museulógico dedicado à ciência e tecnologia. O futuro Centro de Ciência Viva de Sintra estará concluído até Junho de 2005 e representa um investimento de 1,6 milhões de euros, dos quais 340 mil resultam de uma comparticipação da União Europeia.
Através de uma parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade Católica e com a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (ANCCT), a Câmara de Sintra vai transformar as antigas garagens da Ribeira num Centro de Ciência Viva.
“Será um espaço interactivo de ciência e tecnologia, com centro de documentação, sala de leitura e pontos de acesso gratuito à Internet”, realça o presidente da Câmara, Fernando Seara. “O objectivo”, acrescenta, “é disponibilizar às comunidades deste grande concelho, que congrega as mais díspares realidades, um instrumento pedagógico de grande operacionalidade e que se transforme, gradualmente, num pólo de investigação e vivência científica”.
Para tal, os conteúdos do futuro museu serão desenvolvidos em conjunto com o Centro Experimentário de Copenhaga, “devendo versar sobre três temas: corpo humano, fenómenos e água”, revelou David Maranha, arquitecto responsável por um projecto que prevê “a manutenção integral da traça arquitectónica de um edifício datado de 1901 e a recuperação das antigas garagens de apoio ao eléctrico”, que devem manter a mesma função.
Segundo Rosália Vargas, da ANCCT, o novo museu insere-se num programa do Ministério da Ciência e Tecnologia, que já criou oito centros deste tipo em todo o país, e “será um excelente recurso, não só para as escolas, mas para toda a população”. Por seu lado, Barata Marques, responsável pela Faculdade de Engenharia da Católica, sublinha que “Portugal ainda tem muito por fazer no campo da divulgação científica” e esta será uma forma de “atrair mais jovens para as faculdades de ciência e tecnologia”. “Provavelmente, os efeitos só se vão sentir daqui por dez anos, quando os jovens que vão visitar este centro entrarem nas faculdades”, rematou Fernando Seara.
FONTE: Jornal da Região Sintra


