Novo programa para a divulgação, com incidência na Matemática e Física 14 Maio

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O Governo vai anunciar brevemente um novo programa para apoiar iniciativas de divulgação científica, que conterá um vertente autónoma para a matemática e a física, revelou hoje em Coimbra o secretário de Estado Jorge Moreira da Silva. A vigorar para o período 2004-2006, o programa estará dotado de 22 milhões de euros, explicou o Secretário de Estado Adjunto da Ministra da Ciência e do Ensino Superior, durante uma visita ao Exploratório Infante D. Henrique, em Coimbra.


De acordo com o governante, não será criada qualquer instituição para gerir o programa, cabendo a uma comissão de cientistas avaliar o mérito para o seu financiamento.



“Não será uma instituição, mas um conceito. Será um programa muito exigente”, frisou, acrescentando que, além das acções de divulgação científica, apoiará a produção nacional de conteúdos. E esse novo conceito de divulgação científica, essas elevadas exigências, implicam uma nova abordagem estratégica, com métodos experimentais, em que o fenómeno seja também explicitado, para ser entendido, vincou.


“Terá de ser uma divulgação orientada para a melhoria da cultura científica, não apenas dos jovens, mas também dos pais, numa perspectiva intergeracional”, e capaz de fazer a ponte entre os vários graus de ensino, explicou. Para Jorge Moreira da Silva, a divulgação científica terá de conseguir despertar o fascínio científico, para que nasçam vocações em Portugal, porque são necessárias, para que as empresas tenham técnicos e a investigação científica atinja níveis elevados. A vertente autónoma do programa, destinada a projectos para a física e matemática, surge da constatação das carências que se registam, e por serem disciplinas nucleares para entender melhor a realidade, e para o desenvolvimento das outras áreas científicas.


“A fuga à matemática é um circunstância que penaliza o país”, frisou, salientando a necessidade de essas acções de divulgação serem capazes de “chegar aos pais”, porque “há uma desculpabilização social” dessas lacunas. Jorge Moreira da Silva salientou que o modelo de divulgação científica rompe com o que vinha a ser seguido pelo anterior Governo, através da Agência Ciência Viva, em que esta entidade assumia a gestão dos fundos, a avaliação de candidaturas de financiamento e a promoção de iniciativas próprias. Reportando-se a informações prestadas recentemente pela directora daquela instituição, sobre escolas a cancelar programas por falta de financiamentos, o secretário de Estado argumentou que a agência terá de se “queixar de si própria”.


O governante adiantou que desde Junho de 2003 estão suspensas as verbas disponibilizadas pela União Europeia porque a Agência Ciência Viva “não cumpria as exigências” em termos de gestão dos fundos. No entanto, manifestou a convicção de que esses fundos para a divulgação científica venham a ser desbloqueados em breve pela UE, face ao cumprimento, por Portugal, das exigências apresentadas. A visita de hoje ao Exploratório Infante D. Henrique, um centro de divulgação científica que envolve instituições universitárias e da sociedade, enquadra-se numa conjunto de deslocações do secretário de Estado a entidades que se dedicam à promoção da cultura científica.


FONTE: LUSA (Notícia SIR-6030151)

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