Investigação no Espaço Europeu. Margarida 25 Março

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Berço histórico da ciência moderna, dotada de uma rede de universidades, de centros de investigação, de laboratórios industriais, de PME inovadoras, a Europa dispõe dos mais ricos potenciais de massa cinzentado mundo. Cada país europeu possui as suas tradições científicas, os seus pontos fortes e as suas especificidades.


Os investigadores não esperaram pela União para se lançarem em projectos comuns ou ocuparem o seu lugar em redes internacionais. Todavia, desde o início dos anos 80, os programas-quadro da União Europeia deram um impulso a uma nova abordagem da cooperação e contribuíram para a criação de uma Europa da investigação.



A política de investigação da União procura mobilizar as potencialidades e as capacidades científicas na Europa em todos estes aspectos. Visa igualmente lançar as bases de uma abordagem comum face aos debates éticos fundamentais suscitados por esta entrada na revolução — alguns dirão a idade de ouro — do ser vivo. A Investigação Europeia, em particular a criação de uma Área de Investigação Europeia, estão neste momento em alta na agenda política da Europa. Quais as origens deste debate?


Implementar programas de investigação e orientar políticas Europeias de investigação encontram-se na primeira instância como obrigações legais e políticas, resultante do Tratado de Amsterdão. De facto o Tratado inclui um capítulo inteiro sobre investigação e desenvolvimento tecnológico (IDT), enfatizando assim a IDT como elemento essencial no funcionamento dos países industrializados, como os Estados Membros da União Europeia: a competitividade das companhias e o emptrego por estas disponibilizado depende de um grande alargamento da IDT. Em breves palavras, o bem estar individual e colectivo dos cidadãos dependa da qualidade e relevância da IDT.


Mas a Europa deve desempenhar um papel activo na IDT devido também a um número de progressos inerentes ao próprio sector IDT: elevado nível de investigação é, de forma crescente, complexo e interdisciplinar; elevado nível de investigação é, de forma crescente, dispendioso; elevado nível de investigação requer um aumento constante de “massa crítica”.


Dificilmente alguma equipa ou laboratório de investigação, ou uma companhia pode afirmar-se capaz de responder a estes desafios. Mesmo Estados Membros percebem que é crescentemente difícil ter um papel principal em muitas áreas importantes de progresso científico e tecnológico. Tendo este desafio entre mãos, a Comissão Europeia, os Estados Membros e o Parlamento Europeu, a comunidade científica e a indústria encontram-se comprometidas a, em conjunto, criarem uma “Área de Investigação Europeia” (AIE).


 


FONTE: http://europa.eu.int/comm/research (adaptado por Margarida Sardo)

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